Falta de apoio ao esporte feminino atinge atletas da Amazônia

Em agosto deste ano, atletas brasileiras se unem a outras competidoras do resto do mundo para disputar os Jogos Olímpicos Rio 2016. A canoísta tocantinense Edileia Matos e a jogadora de basquete maranhense Iziane Marques vivem a expectativa de participar das Olimpíadas no Brasil.

Edileia, que entrou em um barco de competição a primeira vez em 2010, fala das chances de conquistar uma vaga olímpica na canoagem.

Sonora: “É difícil porque as outras meninas já são nível mundial, mas eu estou preparada e a cada dia que entro na água as minhas chances de conseguir são bem maiores.”

A presença da ala-armadora maranhense é praticamente certa na seleção olímpica. Depois de ter perdido a chance nas duas últimas olimpíadas por problemas fora das quadras, Iziane se diz confiante para participar, em casa, da sua primeira olimpíada.

Sonora: “O técnico disse que quer contar com sete jogadoras, das quais ele já nomeou e eu me incluo nelas, mas a lista oficial das jogadoras convocadas sairá logo após o termino da liga nacional, que será em maio.”

Além de encarar a rotina pesada de treinos, elas também precisam lidar com a falta de patrocínio para o esporte feminino no país, afirma Iziane.

Sonora: “Infelizmente o patrocínio hoje é muito mais voltado ao masculino que o feminino. No basquete, é bem visível essa diferença, inclusive em nível de equipes, na liga nacional, que é o feminino, e da nbb que é masculino.”

As duas atletas da amazônia estão sem patrocinador.

Nos Jogos Olímpicos, historicamente o número de representantes do sexo feminino é menor que o masculino. Em Londres, as mulheres representavam 44,2% dos atletas.

Apesar de estarem em menor número, as atletas do Brasil já trouxeram conquistas importantes para o país, como o ouro de Sara Menezes no judô, em Londres 2012. Ao todo, elas subiram cinco vezes no degrau mais alto do pódio.

Por: Renata Martins
Fonte: Radioagência Nacional

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