Funai negocia com índios a liberação de funcionários de Belo Monte, no PA

Quatro pessoas são mantidas na aldeia desde quinta-feira, 10. Indígenas estão insatisfeitos com a falta d’água e reivindicam moradias.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) negocia com os índios Kuruatxe, da Terra Indígena Kuruaya, no sudoeste do Pará, a liberação das quatro pessoas retidas na aldeia desde quinta-feira (10).  São dois fiscais de obra, um agente de segurança do trabalho e um barqueiro terceirizado, que trabalham para a empresa Norte Energia, responsável pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Segundo a empresa, eles foram proibidos de sair quando estiveram no local para monitorar ações do projeto básico ambiental da usina. Os indígenas da aldeia Kuruatxe, da Terra Indígena Kuruaya, conforme informações oficiais do coordenador substituto da Funai do centro leste do Pará, estavam insatisfeitos com a falta d’agua na aldeia após a execução dos trabalhos de instalação de um poço artesiano, que ruiu depois de um tempo curto de operação. A segunda queixa se refere a reconstrução de moradias.

Lideranças indígenas locais afirmam que os funcionários não foram submetidos a qualquer tipo de violência, estão sendo alimentados e podem circular pela aldeia. Eles teriam sido impedidos de sair para obrigar a empresa a negociar a construção de um novo poço.

A Funai disse que já entrou em contato com os indígenas solicitando a liberação dos funcionários da Norte Energia e da empresa prestadora de serviço, mas até o momento não houve nenhuma manifestação. O órgão ressaltou que não apoia a retenção de qualquer pessoa.

Fonte: G1

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