MAB de Rondônia ocupa sede da Eletronorte

Entre as reivindicações, manifestantes exigem a construção de uma ponte. De acordo com Eletronorte, ponte não será construída até a decisão judicial.

Manifestantes do MAB de RO ficaram acampados na sede da Eletrobrás (Foto: Hosana Morais/G1)
Manifestantes do MAB de RO ficaram acampados na sede da Eletrobrás (Foto: Hosana Morais/G1)

O Movimento dos Atingidos pela Barragem (MAB) ocupou, na manhã desta terça-feira (8), a sede da Eletrobrás Eletronorte Distribuição Rondônia, no bairro Arigolândia em Porto Velho. Segundo os manifestantes, 300 pessoas de quatro comunidades das cidades de Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Triunfo e Alto Paraíso estão na manifestação.

De acordo com Creusa da Silva, militante do movimento, o MAB reuniu todas as famílias atingidas pela Usina de Samuel para se manifestarem durante esta semana. “Até sexta (11), comemora-se a luta do MAB. Por isso, resolvemos reivindicar a não privatização da empresa, pois já pagamos um preço muito alto e se vender irá complicar a nossa vida. Onde eu moro falta mais luz do que tem e pagamos um absurdo, pois ainda não é linhão e sim gerador”, explicou Creuza.

A militante informou ainda que a Eletrobrás Eletronorte ficou responsável pela construção de uma ponte, mas ainda não entregou a obra. “No dia da entrega da ponte, ela caiu e de lá para cá, nenhum representante da empresa nos procurou para nos dizer quando ela será construída. Já se passaram 30 anos que a barragem foi construída e nada foi resolvido. Por isso, iremos acampar na empresa até que a diretoria de Brasília nos dê uma solução, pois onde nos reassentaram não tem como ficar sem a ponte”, informou Creuza.

Conforme o engenheiro da Eletrobrás Eletronorte, José Alberto Machado, a obra da ponte não pode ser realizada por conta de um processo judicial. “Corre na Justiça em Brasília um processo por conta da ponte. Por haver um contrato e pelo fato de a Justiça ainda não ter se posicionado, a empresa ainda não reconstruir a ponte, logo estamos impedidos de prosseguir com a obra”, esclareceu Machado.

Por: Hosana Morais
Fonte: G1

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