Blairo Maggi se filia ao PP e já traça planos para Agricultura

Blairo Maggi (PP-MT), que comandará o ministério da Agricultura, em foto de 2013
Blairo Maggi (PP-MT), que comandará o ministério da Agricultura, em foto de 2013

Embora o Senado ainda não tenha começado a votar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o senador Blairo Maggi (PP-MT) já anunciou nesta quarta-feira parte dos seus planos para o Ministério da Agricultura, cadeira que ocupará caso Michel Temer (PMDB) assuma o Palácio do Planalto.

Maggi, que estava no PR, falou com a imprensa no ato em que anunciou sua filiação ao PP, na liderança do partido na Câmara. A mudança de legenda era a condição para que fosse o escolhido para comandar a Agricultura do eventual governo peemedebista.

Frequentemente cotado para a Pasta durante as ondas de especulação de reformas ministeriais, ele explicou por que decidiu aceitar o convite para tocar o ministério que atualmente está nas mãos da também senadora a Katia Abreu (PMDB).

“São nessas horas de crise que devemos nos apresentar. Antes de ser convidado, pensei que, se nesse momento for convidado a prestar os meus serviços e conhecimentos para o Brasil sair da crise, estou à disposição”, afirmou.

Ao analisar a gestão da atual ministra, Maggi disse que “foi um bom trabalho”.

“Kátia Abreu fez avanços no Ministério, e espero aproveitar todos. Não podemos achar que vamos construir uma casa a partir do telhado. Todas as casas têm base, meio e fim. Pretendo continuar os trabalhos feitos”, avaliou o senador.

O novo quadro do PP deu inclusive qual será o Norte da Agricultura sob sua batuta: “Prioridade é cuidar dos produtores agrícolas e não deixar esse setor, o mais importante da economia, que ainda está bem, cair numa descendente onde a crise e o desemprego imperam”.

Ao final, foi instado a falar sobre a data de sua posse como um dos titulares da Esplanada de Temer: “Provavelmente, amanhã”, previu Maggi.

MARANHÃO

Embora a rápida cerimônia de filiação tenha ocorrido na Câmara, o presidente da Casa e correligionário de Maggi, Waldir Maranhão, não apareceu. Pressionado para renunciar, ele permaneceu em seu gabinete.

Quando questionado se era uma ausência sentida, Blairo Maggi foi objetivo: “Não sei, eu não o conheço”, explicou.

Fonte: Folha de São Paulo

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