Em RO, PF combate garimpo em terras indígenas e tráfico internacional

Operação Alpagartas e Olhos de Diamante foram deflagradas na quinta, 5.  Grupos criminosos atuavam em Guajará-Mirim e têm interligação entre si.

A Polícia Federal (PF) deflagrou duas operações distintas na manhã desta quinta-feira (5), em combate as organizações criminosas de tráfico internacional de drogas e garimpo ilegal de pedras preciosas em terras indígenas em Rondônia.

As Operações Alpargatas e Olhos de Diamante resultaram no cumprimento de mandados judiciais em Guajará-Mirim, Buritis, Ariquemes, Porto Velho, além de cidades no Ceará e Pará.

A Alpargatas combate duas quadrilhas especializadas em tráfico de drogas que atuavam na região de Guajará-Mirim, município que faz fronteira com a Bolívia. Os grupos traziam drogas do país vizinho, que seriam revendidas para outros estados brasileiros em uma espécie de “consórcio de drogas”, pelo dobro do preço, a grandes centro consumidores, como Fortaleza.

Integrantes da quadrilha que moravam em Porto Velho e Buritis viajavam até a região de fronteira para negociar diretamente com os fornecedores de cocaína, segundo a PF. A prisão em flagrante dos envolvidos aconteceu após várias apreensões de drogas das duas quadrilhas, realizadas ao longo de 2015 e início de 2016.

Foram apreendidas cerca de 130 kg de cocaína, veículos utilizados para esconder a droga e a quantia de R$ 365 mil em espécie. Esse valor seria levado para a Bolívia e utilizado para o pagamento de entorpecentes.

Olhos de Diamante

Paralelo à operação Alpargatas, a PF também deflagrou a Olhos de Diamante, para investigar uma quadrilha especializada na extração mineral ilegal de pedras preciosas em terras indígenas localizadas na região do Rio Pacaás Novos, também em Guajará-Mirim. O garimpo ilegal também financiado por traficantes de drogas, segundo a PF.

Segundo as investigações, garimpeiros e indígenas participavam do esquema criminoso. Eles aproveitavam a distância, dificuldade de acesso à região e influência de membros da quadrilha com alguns órgãos públicos para a prática das atividades ilícitas. O lucro obtido no comércio de cocaína deflagrado na Operação Alpargatas era utilizado para financiar o garimpo ilegal.

Os presos responderão por crimes ambientais, de organização criminosa, usurpação de patrimônio da União, tráfico internacional de drogas e associação com o tráfico.

Fonte: G1

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