Famílias e empresários do Sul de Roraima denunciam fiscalizações irregulares da Femarh

Segundo denunciantes, mesmo após passar por fiscalizações do Ibama, Femarh interdita empresas de madeira

Famílias e empresários de Rorainópolis, no Sul de Roraima, reclamam de fiscalizações feitas pela Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) que fecharam três madeireiras no município. Eles dizem que as inspeções não estão sendo feitas de maneira legal.

Ainda conforme a denúncia dos empresários, após as madeireiras passarem pela fiscalização do Ibama, que liberou a atividades de extração, a Femarh fez novas fiscalizações e paralisou a produção das empresas alegando irregularidades.

“São três empresas fechadas e quase 300 famílias sem emprego por causa de fiscalizações que destacaram irregularidades que ninguém sabe quais são. O que tem acontecido é uma perseguição política em que os donos destas empresas que não declararam apoio ao candidato à prefeitura apoiado pela governadora Suely Campos acabam sofrendo esta espécie de perseguição” explicou o empresário que preferiu não se identificar.

Segundo Gilvan da Costa, que trabalhava em uma das madeireiras como motorista, o fechamento das empresas acaba prejudicando toda a comunidade local.

“Na região, são as madeireiras que empregam as pessoas. Elas geram emprego e movimentam o comércio local e com estas fiscalizações sem sentido que fecham tudo só prejudicam as pessoas. Nós queremos nosso direito de trabalhar. É péssimo ver essas empresas sendo fechadas por questões políticas quando nosso direito deveria ser respeitado” destacou o motorista.

O advogado Lauro Nascimento afirma que a Femarh descumpriu uma série de resoluções. “A extração de madeira, até por questões óbvias, é toda regrada por resoluções. Uma delas explica que as fiscalizações devem ser feitas de forma clara e igualitária com toda a publicidade com sorteios públicos para saber qual empresa será fiscalizada. Isso em nenhum momento aconteceu. Quais os motivos de apenas determinadas empresas serem fechadas e outras não? Em vários documentos da Femarh destacaram não ver quaisquer irregularidades e mesmo assim essas madeireiras continuam interditadas”, explicou.

O advogado afirma que o órgão de fiscalização ambiental do Estado fere a legislação e causa prejuízos sociais às pessoas da região. “Em uma das fiscalizações, um funcionário foi preso sem ter feito nada, os servidores não podiam entrar para pegar nem seus pertences. Algo que, aliás, não é permitido. Essas fiscalizações ferem a legislação, o princípio da isonomia. Tudo deve ser feito com base legal e na transparência e nesses casos não foi o que ocorreu”, diz ainda o advogado.

O jornal Roraima em Tempo procurou a Femarh para saber a posição do órgão sobre a denúncia dos empresários e famílias da região, mas até o fechamento desta edição nenhuma resposta foi enviada.

Fonte: Roraima em Tempo

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