AP quer aumentar cidades com 100% do rebanho vacinado contra a aftosa

AP quer aumentar cidades com 100% do rebanho vacinado contra a aftosa. Campanha anual de vacinação contra a doença inicia em 15 de setembro. 

Marcada para iniciar no dia 15 de setembro e seguir até 15 de novembro, a campanha de vacinação contra a febre aftosa para bovinos e bubalinos do Amapá prevê aumentar o número de cidades que vão vacinar 100% dos rebanhos. A campanha do ano passado encerrou com somente o município de Itaubal do Piririm vacinando todos os animais. Cutias do Araguari atingiu 99%.

Dados da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) apontam que o estado tem quase 330 mil cabeças de gado, e que, em 2015, um total de 90,15% foi imunizado. O rebanho do estado é considerado atualmente de “alto risco” pelo Ministério da Agricultura que impossibilita a comercialização da carne para outros estados e países.

O fiscal agropecuário Rafael Gomes, da Diagro em Macapá, disse que a capital também busca atingir a totalidade na vacinação dos animais, que chegam a quase 70 mil cabeças, sendo 59.979 bubalinos e 9.686 bovinos.

A vacinação e declaração dos dados são de responsabilidade dos produtores, que devem imunizar e comprovar na Diagro. A notificação vai até o dia 25 de novembro.

“Depois que faz a vacinação, o proprietário deve ir até a Diagro com as notas fiscais da vacina e a quantidade do rebanho, com separação por sexo e idade. As vacinas são compradas nas casas agropecuárias e o produtor tem que tomar cuidado com o armazenamento para que não fiquem inativas e não combatam a doença”, orientou Gomes.

Febre aftosa

O maior impacto da doença é o financeiro, pois ela atinge os animais sendo necessário sacrificá-los, informou a Diagro.  Os principais sintomas são febre, casco fendido e bolhas na boca, focinho, tetas e narinas.  A doença é contagiosa e surgiu no ano de 1514, na Itália.  No Brasil, o primeiro caso registado ocorreu em 1895, no Triângulo Mineiro.  No Amapá, há mais de 20 anos não são registrados casos de aftosa, no entanto, a atual classificação de risco do rebanho impede a comercialização para outros estados e países.

Fonte: G1

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