Os sobreviventes de Belo Monte

image_previewAcontece hoje a Audiência Pública que irá apontar os caminhos para o retorno e manutenção da vida dos ribeirinhos que foram removidos com a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. As populações que viviam na área sefrem também com a falta de água e peixe nas áreas alagadas pela usina.

O projeto foi elaborado por Grupos de Trabalhos a pedido do Ministério Público Federal. Foram reunidos pesquisadores de diversas instituições do Brasil, antropólogos, ecólogos, ictiólogos, sociólogos, juristas, hidrólogos e engenheiros. O objetivo é reestabelecer o modo de vida dos ribeirinho e apresentar alternativas para proteção e recomposição ambiental do rio Xingu.

Segundo o MPF, foram três grupos de ribeirinhos severamente atingidos por Belo Monte que não tiveram seus direitos reconhecidos e passaram por um processo de expulsão do rio: moradores da área que hoje é o reservatório de Belo Monte, moradores da área da Volta Grande do Xingu e indígenas nas duas áreas. Eles foram invisibilizados no processo de licenciamento ambiental da usina.

Mesmo ribeirinhos que não foram removidos foram afetadas. Volta Grande do Xingu sofreram com a alteração de mais de 80% da água do rio para movimentar as turbinas da usina. Segundo documentos, a região não oferece mais condições ecológicas de sustentar as famílias.

Acompanhe a audiência pelo Twitter:

Fonte: Amazônia.org
Com informações do MPF

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