Amapá descarta ter perdido controle de presídios para facções

Secretário de Segurança Pública diz que células da facções são embrionárias. Matanças em presídios do Norte fez governo do Amapá ficar em alerta.

Apesar de informações colhidas pelo setores de inteligência sobre a existência de células de facções em presídios locais, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) do Amapá descartou ter perdido o controle do sistema prisional.

“Temos notícias de aqui no Amapá temos algumas células, mas não podemos afirmar que há efetivamente. Aqui temos informações de embriões, no entanto, não podemos dizer que o PCC, Comando Vermelho e Família do Norte estão presentes. Para a nossa tranquilidade ainda temos o controle dos presídios do Amapá”, disse secretário da Sejusp, Ericláudio Alencar, em entrevista nesta segunda-feira (9) ao Bom dia Amazônia, da Reda Amazônica no Amapá.

Com alerta motivado pelas matanças em presídios do Amazonas e Roraima, o governo do Amapá informou ter instalado o Gabinete de Gestão Integrada para monitorar o comportamento dos presos.

“Há uma tensão, mas temos o controle da situação. Estamos preocupados e com o sentimento de alerta em geral. Instalamos o nosso Gabinete de Gestão Integrada, com todos os órgãos que compõem a Segurança Pública do Amapá. Estamos tranquilo e em alerta acompanhando tudo o que está acontecendo”, garantiu.

Mortes em presídios

Desde 1º de janeiro, quando foram registradas 56 mortes no Complexo Anísio Jobim, em Manaus, presídios da região Norte estão em alerta por causa da divergência entre facções.  A rebelião no presídio resultou na morte de 56 presos membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), rivais da Família do Norte.

Na sexta-feira (6), mais 31 presos foram mortos na penitenciária de Monte Cristo, em Roraima.  Segundo o governo local, os assassinatos foram praticados pelo PCC e as vítimas não faziam parte de nenhuma facção.

Fonte: G1

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