Funcionário de gestora do Compaj é acusado de passar informações a detentos

Um funcionário da empresa Umanizzare, responsável pela gestão do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), foi preso no último sábado (14).  Investigações da Polícia Civil do Amazonas descobriram que o empregado, cujo nome não foi revelado, passava informações a um detento sobre o número de agentes na guarita e no portão operacional, chamado P3.

O P3, segundo a polícia, é um local estratégico para uma possível rebelião no Compaj. O funcionário foi preso, prestou depoimento e depois foi liberado, ficando à disposição da Justiça. Em depoimento no sábado, ele negou ter passado as informações privilegiadas aos presos, mas testemunhas o desmentiram.

Segundo as investigações, o funcionário passava informações a um preso que estava na enfermaria após fingir uma doença. “Com a volta do interno ao pavilhão, iniciou-se um tumulto nas celas, onde os internos batiam nas grades e ameaçavam queimar colchões. Rapidamente o tumulto foi cessado com o acionamento do reforço emergencial das forças de segurança”, disse a polícia, em nota.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que abrirá um processo administrativo na Corregedoria do Sistema Penitenciário. Mesmo sendo um funcionário terceirizado, ele é equiparado a um funcionário público para fins penais e responderá por delito contra a Administração Pública.

Em nota, a Umanizzare esclareceu que abriu uma sindicância interna para apurar os fatos e que o funcionário está afastado de suas funções até o final do procedimento administrativo. “A empresa reafirma que, quando denunciado, apurado ou constatado qualquer ato indisciplinar ou infracional cometido por qualquer de seus colaboradores, a Umanizzare toma de imediato as providências cabíveis, reportando-se, como é o dever legal, à autoridade policial”.

Por: Marcelo Brandão
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Augusto Queiroz

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