Movimento ‘Vem pra Rua’ fecha avenida em protesto contra José Melo

Os manifestantes se concentraram em frente a Arena da Amazônia, na Avenida Constantino Nery, na manhã deste domingo

A ideia dos ativistas políticos foi pressionar o TSE a julgar o recurso do governador no processo em que ele teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, em janeiro de 2016. Foto: Asafe Augusto
A ideia dos ativistas políticos foi pressionar o TSE a julgar o recurso do governador no processo em que ele teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, em janeiro de 2016. Foto: Asafe Augusto

O grupo ‘Vem pra Rua’ realizou um protesto pedindo a cassação do governador do Amazonas, José Melo (Pros), na manhã deste domingo (15), na parte externa da Arena da Amazônia, na Avenida Constantino Nery. A ideia dos ativistas políticos foi pressionar o Superior Eleitoral (TSE) a julgar o recurso do governador no processo em que ele teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE), em janeiro de 2016.

Um dos organizadores do ato, o estudante Matheus Dias, lembra que Melo está governando o Amazonas sob efeito de uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral. O estudante afirma que o caos na saúde e segurança pública foi o estopim da revolta contra a gestão do Estado.

“Estamos aguardando e pressionando o Tribunal Superior Eleitoral para que ele julgue o recurso do governador. O Tribunal Regional Eleitoral já cassou José Melo e esperamos que o TSE siga o processo e nos dê uma resposta o quanto antes”, disse.

O mecânico Israel Vasconcelos, 36, conta que está indignado com a situação do Estado. Ele afirma que decidiu participar do ato porque falta respeito do executivo com a população. “Eu e outros amazonenses não queremos e não concordamos com o modo que Melo está governando o Amazonas. Precisamos de alguém que respeita o povo daqui”, ponderou.

Afirmando estar inconformada com a situação da saúde pública, a técnica de enfermagem Daniele Silva, 50, relata que as pessoas que trabalham em hospitais estão sofrendo com falta de pagamentos de salários e, estão, desde 2015, sem o tíquete alimentação. “O nosso Estado está um caos. Falta de tudo nos hospitais e não temos um posicionamento sobre os problemas que estão nos afetando”, comentou.

A professora universitária Erika Martins, 31, questionou o uso irregular do dinheiro público. De acordo com ela, as verbas que seriam usadas para o bem dos cidadãos não podem ser utilizadas para outras finalidades. “Gostaria de saber quem está pagando os advogados do governador, tanto em Brasília quanto, aqui, em Manaus”, questionou.

No dia 25 de janeiro, o TRE-AM decidiu, por cinco votos a um, cassar os mandatos do governador e do vice-governador, por compra de votos. O processo é originado em ação de policiais federais às vésperas do segundo turno das eleições de 2014, onde apreenderam a quantia de R$ 11,7 mil e documentos que incluíam notas fiscais, listas de eleitores e recibos com assinaturas da empresária Nair Blair e do irmão do governador, Evandro Melo, onde se caracterizou compra de votos e a ação foi motivo para que a coligação de Braga pedisse a cassação de Melo. Até o momento o TSE ainda não colocou em pauta de julgamento o recurso deste processo, onde Melo foi cassado por abuso de poder político e econômico.

Por: Asafe Augusto
Fonte: D24am

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