Clima: municípios vão passar por análise de vulnerabilidade

Ministério promove debate, nesta quinta-feira (9/2), com o objetivo de aprimorar metodologias de análise de vulnerabilidade à mudança do clima.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) pretende aprimorar metodologias para identificação de vulnerabilidade à mudança do clima voltada a municípios. O objetivo é mapear municípios prioritários que poderão ser alvo de políticas específicas do Ministério do Meio Ambiente, em consonância com as metas do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima.

A informação foi passada pelo secretário substituto de Mudança do Clima e Florestas do MMA, Adriano Santhiago, na abertura do evento Comparação de Metodologias de Análise de Impactos e Vulnerabilidade à Mudança do Clima. O evento foi realizado nesta quinta-feira (9/2), em Brasília, pela gerência de Adaptação do Ministério, com apoio da Cooperação Alemã.

A partir de consulta a especialistas, o encontro tem por objetivo obter subsídios para a definição de diretrizes voltadas ao desenvolvimento de estudos futuros, em colaboração com o MMA, de análise de impactos e da vulnerabilidade à mudança do clima no Brasil. O evento se baseou na exposição e análise das metodologias desenvolvidas em parcerias com a Fiocruz, WayCarbon e Adapta/WWF.

Os estudos, em andamento há três anos, abrangem recortes temáticos e territoriais e envolvem pesquisadores e consultores de diferentes áreas de conhecimento. “Diante da diversidade de mapas de vulnerabilidade e metodologias é importante buscar uma harmonização entre elas para identificar municípios prioritários”, disse Santhiago.

CONCEITO

De acordo com a analista ambiental Mariana Egler, do Ministério do Meio Ambiente, o conceito de vulnerabilidade é composto por três componentes: exposição à mudança do clima, a sensibilidade e a capacidade adaptativa dos territórios e sistemas humanos.

Ela explica que desde o início do processo de elaboração do Plano Nacional de Adaptação (instituído em 10 de maio de 2016 por meio da Portaria nº 150), observou-se que não havia marco conceitual no Brasil que pudesse orientar e apoiar os gestores na compreensão do tema.

“Sabe-se que haverá um aumento da temperatura, redução de chuvas e aumento na ocorrência de eventos extremos. Mas como isso impacta o território depende da sensibilidade e da capacidade adaptativa dos territórios e populações impactadas”, diz.

A lacuna conceitual provocou o engajamento com a comunidade científica para viabilizar a elaboração de estudos aplicados à análise de vulnerabilidade, que futuramente apoiará a formulação de políticas públicas a partir de diagnósticos cientificamente embasados. “Conseguimos realizar esses estudos e hoje o Brasil é pioneiro na formulação deste conhecimento e tem sido elogiado no cenário internacional”, afirma a gerente de projetos do Departamento de Mudanças Climáticas, Karen Cope.

Fonte: Waleska Barbosa
Fonte: MMA

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