Servidores da Funai receberão treinamento em ferramentas digitais

Um dos pilares de uma parceria entre a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a organização não governamental Equipe de Conservação da Amazônia (ECAM) e o Google prevê a capacitação de 20 servidores da Funai na utilização de ferramentas digitais para a produção, organização e publicidade de dados, sejam eles ambientais, socioeconômicos ou produtivos.

Representantes do Google, parceiro técnico institucional de suporte aos produtos, estiveram, hoje (15), reunidos com o presidente da Funai, Antônio Costa, para tratar da parceria.

Por meio da utilização de ferramentas digitais como o Open Data Kit (ODK) e o Google Earth, será possível realizar, por meio de smartphones, o levantamento, a compilação e o compartilhamento de informações sobre os povos e as Terras Indígenas, bem como produzir imagens de satélites constantemente atualizadas com inserção de informações locais.

A expectativa é a de que, com o uso das tecnologias disponíveis pelas plataformas do Google, as ações da Funai sejam potencializadas a partir de uma organização eficiente dos dados coletados por servidores que vão a campo.

As capacitações deverão ser realizadas a partir do mês de junho. A gerente de desenvolvimento de parceiros estratégicos do Google, Juliana Dib Rezende, elogiou o serviço de georreferenciamento da Funai e salientou a importância de se dar visibilidade às ações de monitoramento territorial empreendidas pela instituição indigenista. “O Google Earth é um dos produtos sem fins lucrativos do Google e a gente acredita que com a observação do planeta as questões sustentáveis ficam mais visíveis e ganham importância. Daí a necessidade de promover o importante trabalho de vocês”, declarou.

Novas Tecnologias e Povos Tradicionais

Desde dezembro de 2015, a ECAM vem promovendo trocas de experiências sobre as ferramentas ODK e Google Earth junto a povos e comunidades tradicionais. Por meio das ferramentas, povos indígenas, quilombolas de diferentes regiões do país, pequenos agricultores e assentados têm conseguido subsidiar diversas reivindicações e planejado estratégias de gestão territorial e ambiental de seus territórios. Nesses casos, é possível que os dados produzidos sejam sistematizados e visualizados de forma articulada e, portanto, mais atrativa.

Nesse contexto, já foram produzidos mapas culturais com a utilização do Google Earth. Para a representante da instituição, a intenção das iniciativas é “fazer da tecnologia algo útil para o contexto em que essas populações vivem”.

Por: Mônica Carneiro
Fonte: Funai

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