Índios refugiados da Venezuela têm 1º dia de visita em aldeia de Roraima

Índios abrigados em Boa Vista conheceram cultura do povo Wapichana. Governo estuda possibilidades para permanência dos Warao em Roraima.

O primeiro dia de interação cultural entre índios refugiados da Venezuela e o povo Wapichana, de Roraima, ocorreu neste sábado (4) na comunidade Canauanim, a quase 30 km de Boa Vista.  A visita faz parte de uma proposta do governo estadual que estuda possibilidades para permanência dos Warao no estado.

Na manhã deste sábado, ao menos 50 indígenas deixaram o Centro de Referência do Imigrante, na zona Oeste da capital, onde estão abrigados, e seguiram para a troca de conhecimentos entre os dois povos de diferentes nacionalidades.

A atividade, que começou hoje, deve se estender até o domingo (5) e uma nova etapa ocorrerá nos próximos dias 18 e 19 deste mês, segundo informou o diretor do Departamento de Políticas Indígenas, Alfredo Silva Wapichana, da Secretaria Estadual do Índio.

A chegada dos índios venezuelanos na comunidade Canauanim foi recebida com alegria pelos Wapichana. Houve degustação de comidas típicas, mostra de artesanatos e a tradicional dança parixara.

“Vai ser muito importante aprender deles e eles aprenderem de nós. Vai ser uma troca de experiência, de comunidade para comunidade”, disse o tuxaua da comunidade do Canauanim Etevaldo Silva. Para a lider Warao, Maria, foi importante conhecer a outra cultural.

De acordo com o coordenador do Gabinete Integrado de Gestão Migratória, o coronel do Corpo de Bombeiros Doriedson Ribeiro, a visita sociocultural entre os indígenas estuda a possibilidade dos indígenas da etnia Warao permanecerem no Brasil morando nas comunidades do estado.

Ainda segundo Doriedson, as atividades do Gabinete Integrado devem se encerrar em abril e, por isso, a busca por soluções para que os índios e não-índios venezuelanos acolhidos no Centro de Referência permaneçam legalmente em Roraima.

O Centro de Referência ao Imigrante funciona no bairro Pintolândia, desde o dia 27 de dezembro passado. O espaço, que é mantido pelo Governo do Estado de Roraima, foi criado no dia 30 de novembro, mas inicialmente não abrigava os imigrantes e funcionava em outro ponto da cidade.

Uma decisão da 1ª Vara da Infância de Juventude obrigou o Governo e a Prefeitura de Boa Vista a fornecer moradia e alimentação aos imigrantes. Os mais de 170 refugiados abrigados no Centro de Referência, sendo destes 150 indígenas, vivem em uma quadra poliesportiva.

Fonte: G1

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