Mais três pessoas são presas por envolvimento na morte de bebê indígena

Dos três presos, um teria participação direta no crime.  Bebê, de um ano, foi morto com um tiro na cabeça quando chegava em Sena Madureira.

A Polícia Civil prendeu mais três pessoas por envolvimento na morte do bebê indígena da etnia Manchineri em Sena Madureira, interior do Acre.  Um dos presos seria comparsa de Romário Pereira da Silva, preso na tarde de terça-feira (28), quando tentava fugir em um táxi para Manoel Urbano, também no interior do estado.

As outras duas pessoas foram presas por guardar o rifle calibre 22, utilizado para atirar na embarcação e matar a criança. O bebê, de um ano, que não teve o nome divulgado, estava chegando na cidade com a família em uma embarcação quando criminosos efetuaram os disparos.

O delegado responsável pelo caso, Marcos Frank, descartou que os suspeitos tenham confundido as pessoas da embarcação com outros criminosos. Em depoimento, os presos confessaram que uma pessoa da embarcação vinha iluminando o caminho com uma lanterna e os suspeitos ameaçaram os indígenas.

“Um deles falou que se apontassem a lanterna para eles, iriam atirar. Então, o rapaz apontou a lanterna e um deles começou a atirar. Foi, na verdade, uma maldade. Estavam só os dois, mas deixaram a arma com uma pessoa que repassou para uma terceira pessoa”, explicou Frank.

Ainda de acordo com o delegado, a dupla contou que estava à procura de integrantes de uma facção criminosa. A arma usada no crime foi furtada de Rio Branco. “A arma é de uso permitido e está com a numeração raspada, o que torna o crime inafiançável. O dono está vindo buscar. Foi uma resposta a altura da gravidade do crime”, afirmou.

Frank revelou ainda que deve ouvir os ocupantes da embarcação posteriormente. “São indígenas e a pior parte foi dizer que tinha que tirar a bala da cabeça da criança. Para a cultura deles, o corpo é inviolado. Preferi respeitar o luto dela [mãe] e vou ouvir ela posteriormente”, concluiu.

Fonte: G1

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