Trabalhadores paralisam atividades e fazem ato contra reformas e terceirização em Boa Vista

Sindicalistas bloquearam trechos das avenidas Venezuela e Brigadeiro Eduardo Gomes contra a reforma na previdência.

Cerca de 200 manifestantes bloquearam a avenida Venezuela na manhã desta sexta-feira (28) (Foto: Jackson Félix, G1 RR)

Em Boa Vista, mais de 200 manifestantes estão reunidos nas avenidas Venezuela e Brigadeiro Eduardo Gomes, bairro Mecejana, segundo Paulo Tadeu, representante da frente sindical. A polícia ainda não calculou o número de trabalhadores que participam do ato.

O protesto teve início às 6h e segue de forma pacífica pelas ruas da capital. Paulo disse ainda que os manifestantes interditaram parte das avenidas às 7h para chamar atenção contra a reforma da previdência e a terceirização.

Um grupo de motoristas chegou a tentar furar o bloqueio na avenida Venezuela, mas a situação foi controlada. A Polícia Rodoviária Federal está no local acompanhando a movimentação.

Um pouco mais adiante da avenida Venezuela, frentes sindicais interditaram parte da Brigadeiro Eduardo Gomes próximo ao Centro de Tradições Gaúchas, o CTG. Três sucatas de veículos obrigam os motoristas a fazer o desvio.

De acordo com Kardec Jakson, coordenador da Frente Sindical, a finalidade do protesto é sensibilizar a população sobre o que está sendo aprovado em Brasília. “É preciso que a população reflita sobre a aprovação da lei de terceirização e a reforma trabalhista”.

O coordenador enfatiza ainda que “outra situação aprovada também é que o acordo coletivo e as convenções de trabalho façam pevalecer sobre a CLT, que está acabando com os sindicatos e o próprio empresário recebe o poder de legislar. Eu espero que o Senado da República não aprove essas propostas”, finaliza.

Para Maria Alves da Silva, presidente da CUT em Roraima, “a PEC 287 é a morte do trabalhador e nessa união que estamos trabalhando nós vamos dar resposta para os parlamentares que são contra os direitos dos trabalhadores”.

Manifestantes bloquearam avenida Brigadeiro Eduardo Gomes com sucatas de veículos (Foto: Diogo Menezes, G1 RR)

Serviços

Transporte Público

De acordo com o presidente dos Trabalhadores de Transporte Coletivo, Marinaldo Brito, apenas 30% da frota está circulando nas ruas de Boa Vista na manhã desta sexta-feira.

Os táxis e táxis-lotação estão atendendo normalmente a população. Os táxis-lotação chegou aderir à paralisação durante uma hora, mas posteriormente voltou às atividades.

Educação

Centenas de estudantes da rede pública estão em aula nesta sexta-feira na capital.

Na rede estadual, 33 das 60 escolas do estado não abriram na manhã desta sexta-feira, informou a Secretaria Estadual de Educação.

A prefeitura de Boa Vista ainda não informou a quantidade de escolas afetadas pela paralisação.

Saúde

A Secretaria Estadual de Saúde informou por meio de nota que os serviços de urgência e emergência não foram afetados por causa dos protestos. Pela manhã a única categoria a aderir à manifestação foi a da enfermagem, com algumas paralisações pontuais.

Comunidade indígena

Índios das etnias Wai-Wai, Macuxi, Wapichana, Ingarikó também participaram do ato. “Independente do povo, estamos representando a classe trabalhadora”, disse Fábio Gomes da Silva, representante indígena da etnia Wapichana.

Segurança

Todo serviço de segurança pública continua funcionando normalmente em Boa Vista, informou o governo do estado.

Agências bancárias

Muitas agências bancárias de Boa Vista aderiram à paralisação. De acordo com Adauto Andrade, presidente do Sindicato dos Bancários de Roraima, a previsão é de que 80% das agências da capital não abriram as portas nesta sexta-feira (28).

Comércio

A manifestação não afetou o comércio de Boa Vista. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Logistas, Edson Freitas, todas as lojas estão funcionando normalmente nesta sexta.

Trânsito

O governo de Roraima informou que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) está atuando em 100% das atividades.

Congestionamento

Devido aos bloqueios nas avenidas Venezuela e Brigadeiro Eduardo Gomes, uma longa fila de carros foi formada.  A polícia militar acompanha o protesto para garantir a segurança dos manifestantes.

Centro Cívico

Muitos manifestantes já ocupam o Centro Cívico de Boa Vista. Segundo o representante da Frente Sindical, Antônio Nicoletti, cerca de 5 mil pessoas já estão no local.

“Até o momento cerca de 5 mil pessoas estão na manifestação, mas muita gente ainda está chegando de outros pontos da cidade e esse número pode subir para 8 mil pessoas”, disse.

A Polícia Militar ainda não informou o número de participantes do protesto.

Fonte: G1

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