Inpa capacita profissionais em aquicultura para atuarem como multiplicadores no interior do AM

Além de Presidente Figueiredo, o projeto “Implantação das Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia” também prevê ações nos municípios de Rio Preto da Eva, Iranduba, Manacapuru, Humaitá, Maués, Parintins, Itacoatiara e Benjamin Constant

Vinte profissionais, que atuam em aquicultura em diferentes instituições de Manaus e de Presidente Figueiredo, no Amazonas, são capacitados pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) para que possam, no futuro, atuar como multiplicadores.

A “Capacitação, Treinamento e Desenvolvimento da Aquicultura na Amazônia”, que iniciou na última segunda-feira (22), acontece até nesta sexta-feira (26), no Centro de Tecnologia, Treinamento e Produção de Balbina, distrito pertencente ao município de Presidente Figueiredo .

Esta é a primeira ação de capacitação em aquicultura e faz parte do projeto “Implantação das Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia”, coordenado pela titular da Coordenação de Tecnologia Social (Cots/Inpa), a psicóloga Denise Gutierrez. O projeto conta com recursos na ordem de R$ 3 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Um dos compromissos do projeto é a capacitação de cerca de mil produtores e envolverá as áreas de piscicultura e em plantios agroflorestais e de agroecologia.

“É uma oportunidade desses profissionais, que atuam com assistência técnica ou extensão rural, se atualizarem sobre as técnicas mais avançadas utilizadas no setor aquícola para serem multiplicadores das ações relacionadas à aquicultura em suas unidades de trabaho”, diz uma das instrutoras da capacitação, a pesquisadora do Inpa, Elizabeth Gusmão, líder do Grupo de Pesquisa em Aquicultura da Amazônia Ocidental, vinculada à Coordenação de Tecnologia e Inovação (Cotei).

Participa da capacitação o secretário-executivo de Pesca e Aquicultura do Estado do Amazonas (Sepa/Sepror), Geraldo Bernardino, que mostrou o panorama sobre a aquicultura na região. “O evento contribui muito para a cadeia produtiva do Estado do Amazonas, além de discutir as principais demandas tecnológicas e prioritárias”, diz Bernardino, ao acrescentar a necessidade de se estreitar o relacionamento entre os setores de pesquisa, difusão de tecnologia e o produtor.

O presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Eduardo Akifumi Ono, também contribui com a capacitação ao falar das ações da CNA no atual cenário econômico e político do país com foco na aquicultura. “A necessidade de capacitar os profissionais da área é antiga. Essa iniciativa com certeza trará grandes ganhos para o setor como todo e que não pode parar com a finalização deste projeto”, ressalta Ono.

As professoras da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Sanny Porto e Ana Lucia Gomes, especialistas em parasitologia aplicada à aquicultura também participam da capacitação com o primeiro minicurso sobre “Manejo Sanitário de Peixes Nativos” e que dará subsídios para a qualificação dos profissionais.

“A expectativa é de um grande aprendizado sobre os patógenos no minicurso, principalmente, nas aulas práticas, o que poderá contribuir com as orientações repassadas aos produtores da região”, diz a supervisora de projetos e uma das participantes da capacitação Antonia da S. Hipi.

Municípios beneficiados

Além de Presidente Figueiredo, o projeto “Implantação das Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia” também prevê ações nos municípios de Rio Preto da Eva, Iranduba, Manacapuru, Humaitá, Maués, Parintins, Itacoatiara e Benjamin Constant.

De acordo com a pesquisadora Elizabeth Gusmão, esses municípios foram selecionados pela importância que eles têm dentro do setor produtivo e para que os técnicos que atuam na área possam estar qualificados e contribuir com os produtores de cada região.

O projeto também contribuirá na qualificação de profissionais de outros estados. Os especialistas do Grupo de Pesquisa em Aquicultura da Amazônia Ocidental seguem neste domingo (28), para Santarém (PA). “Dessa forma, o Inpa está contribuindo com outros estados que precisam qualificar seus profissionais”, diz.

Gusmão conta que outra novidade do projeto é a criação de um curso lato sensu em nível de pós-graduação e que será realizado dentro da futura Estação Experimental em Aquicultura, no Campus III do Inpa.

Fonte: Inpa

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