Trabalhadores rurais interditam há mais de 12 horas a estrada de ferro Carajás

Segundo eles, um acordo entre eles a mineradora Vale, empresa responsável pela ferrovia, foi feito no ano passado. No acordo, a empresa se comprometeu a adquirir uma área distante dos trilhos para assentar as famílias.

Trabalhadores rurais interditam há mais de 12 horas a estrada de ferro Carajás, em Parauapebas, sudeste do estado. Eles cobram a criação de um assentamento na região.

M grupo de 200 trabalhadores ligados à Frente Nacional de Luta interditou o quilômetro 854 da estrada. Os manifestantes atearam fogo em pneus. Cerca de 1300 famílias de trabalhadores ligados à FNL reivindicam do Incra a criação do assentamento porque há quatro meses elas estão divididas em dois acampamentos que ficam próximos à estrada de ferro.

Segundo eles, um acordo entre eles a mineradora Vale, empresa responsável pela ferrovia, foi feito no ano passado. No acordo, a empresa se comprometeu a adquirir uma área distante dos trilhos para assentar as famílias.

“A nossa briga aqui é pela terra. Já foram feitos dois acordos em Brasilia e a Vale não cumpre com o acordo feito. Nós queremos uma resposta”, diz o agricultor Francisco Almeida.

A estrada de ferro liga o Pará ao Maranhão. A ferrovia é o principal meio para escoação da produção mineral do estado. Por lá também são transportados diariamente combustível, grãos e passageiros. Por causa da interdição toda a operação ferroviária foi prejudicada nesta quarta-feira.

Em nota, a Vale garante que não existe nenhuma negociação em curso com a Frente Nacional de Luta e que repudia a ação criminosa e ilegal que coloca em risco a operação ferroviária. A mineradora informou também que adotará as medidas cabíveis para a liberação da via.

Fonte: G1

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