Com estiagem, Rio Acre fica abaixo de 2,5 m e Depasa monitora nível para garantir abastecimento na capital

Órgão afirma que abastecimento segue normal, mas estão preparados para estiagem severa. Superintendendo do Depasa também faz alerta para que população economiza água.

Com a chegada do período de estiagem, o nível do Rio Acre atingiu 2,28 metros, conforme medição feita pela Defesa Civil, às 6h desta terça-feira (14), em Rio Branco. Para garantir o abastecimento de água em dia, o Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento do Acre (Depasa) monitora o nível do manancial a cada 24 horas.

Dados da Defesa Civil mostram que no mesmo dia 14 de agosto no ano passado o nível do Rio Acre na capital estava ainda mais baixo e chegou a quase 1,50 metro.

Ao G1, o superintendente do Depasa, Miguél Félix, explicou que as previsões meteorológicas apontam quem a estiagem pode se aproximar da vivenciada em 2016, ano em que o manancial atingiu a menor marca histórica de Rio Branco medindo 1,49 metro durante o mês de julho. Em 17 de setembro do mesmo ano o rio chegou a 1,30 metro.

“Essas previsões podem ou não se confirmar na sua totalidade. Também fomos surpreendidos positivamente nos últimos oito dias com aquele período de friagem que trouxe um volume de chuva que se precipitou nas cabeceiras do rio. Porém, a natureza é imprevisível e temos de estar preparados”, afirma.

Abastecimento normal

Apesar das previsões, Félix afirma que as Estações de Tratamento de Água de Rio Branco (ETA I e II) estão funcionando com capacidade total. Além disso, devido à seca severa em 2016 o Depasa possui equipamentos para que o bombeamento de água permaneça funcionando em níveis até mais baixos que o registrado em setembro de 2016.

“O sistema de abastecimento está regular, tivemos há uns 20 dias atrás um período muito crítico e de dificuldade de manutenção de equipamentos. A capacidade máxima nas duas estações é algo em torno de 1.450 litros por segundo, que temos para captar, tratar e distribuir. É óbvio que sabemos que esse período de estiagem é complicado”, destaca.

O superintendente falou ainda sobre o aumento de consumo de água nesse período do ano, pois também é preciso que o Depasa faça abastecimentos alternativos em algumas comunidades que ficam desabastecidas durante a seca. Essas vilas ficam no entorno de Rio Branco e muitas vezes usam uma rede de abastecimento alternativa. Esse trabalho é feito entre o Depasa e a Prefeitura de Rio Branco.

“Sabemos que nesse período pode ser que essa baixa do rio se estenda um pouco mais para além do período que todos os anos acontece. O nosso pico de baixa do rio é em setembro, mas existe a possibilidade de que isso seja ainda mais extenso. Porém, o sistema está preparado para operar em níveis baixos, estamos com os equipamentos todos em condições e cientes de que já vivemos esse momento de dificuldade”, finaliza.

Fonte: G1

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