CPI da Alepa que apura danos ambientais em Barcarena ouve o secretário estadual de meio ambiente

Comissão Parlamentar de Inquérito realiza nesta quarta (1º) a 18ª oitiva. Demais convocados tiveram seus depoimentos adiados.

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa) que apura danos ambientais na Bacia Hidrográfica do Rio Pará, em Barcarena, realiza nesta quarta-feira (1º), às 14h, a 18ª oitiva do caso. Na ocasião, será ouvido o secretário estadual de meio ambiente, Thales Belo.

De acordo com a Alepa, os demais convocados tiveram seus depoimentos adiados. O defensor público Jonhy Guiffoni informou estar adoentado; já a promotora Eliane Moreira, de Justiça Agrária, pediu para fazer na próxima segunda-feira (6), pois nesta quarta estaria viajando.

A CPI já ouviu outros envolvidos no caso e realizou no mês de junho uma acareação entre pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto Evandro Chagas (IEC), Centro de Perícia Renato Chaves (CPRC) e representantes da empresa SGW Services, contratada pela Hydro Alunorte para realizar a contraprovas dos laudos de instituições públicas que identificaram transbordamento das bacias de rejeitos, uso de dutos clandestinos e contaminação de rios e igarapés com substâncias tóxicas.

Entenda o caso

Nos dias 16 e 17 de fevereiro deste ano, resíduos de bauxita contaminada vazaram da Hydro Alunorte para o meio ambiente após fortes chuvas em Barcarena. Após uma vistoria com a presença da procuradoria do Ministério Público, foi identificado uma tubulação clandestina que saída da refinaria e despejava rejeitos que contaminaram o solo da floresta e rios das localidades próximas. Ainda foram encontradas outras duas tubulações ilegais que tinham a mesma finalidade.

A empresa recebeu sanções da Justiça que determinou a redução de sua produção em 50% até que sejam resolvidos os problemas das comunidades atingidas pela contaminação e sejam resolvidos os problemas para a captação dos rejeitos das bacias durante as fortes chuvas que caem regularmente na região, além de ter condenado a empresa a pagar R$ 150 milhões por danos ambientes.

O Instituto Evandro Chagas realizou coletas de solo e água nas comunidades que ficam ao redor da Hydro e após análise em laboratório foi constatado alteração nos elementos químicos presentes no solo, além da presença de metais pesados e cancerígenos como chumbo. A Hydro encomendou um estudo que refutou as análises do IEC e negou que houve contaminação.

Fonte: G1

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