É urgente que países comecem a agir para evitar as mudanças climáticas, alerta IPCC

Ou os países começam a colocar em prática os planos para combater o aquecimento global ou não conseguirão evitar os impactos gerados pelas mudanças do clima. O alerta foi dado nesta segunda-feira (8) pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, que divulgou um relatório científico direcionado aos 195 países que assinaram o Acordo de Paris.

O documento afirmar ser urgente que os governos comecem a agir para que a temperatura não suba acima de 1,5ºC. O compromisso inicial assumido pelos países estabelecia a possibilidade de uma meta menos ambiciosa, adicionando 2,0ºC a temperatura, mas os cientistas analisam mais de 6. 000 estudos e concluíram que este meio grau traria consequências graves para o planeta como perda de habitats naturais, de espécies, aumento do nível do mar, impacto na produção de alimentos, na saúde e no crescimento econômico.

A recomendação é reduzir pela metade as emissões globais de carbono até 2030 e zerá-las no meio do século. Uma meta ambiciosa, que segundo o diretor da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Mauro Armelin, só poderá ser alcançada com a participação da cadeia produtiva da agropecuária. O setor é responsabilizado por mais de 70% das emissões de gases que causam o efeito estufa, seja por sua influência no desmatamento das florestas e mudanças no uso do solo ou por emissões nas atividades de produção animal, vegetal e manejo.

E justamente por concentrar números tão expressivo, é o setor com maiores oportunidades. “Precisamos trabalhar para isso deixe de ser potencial e se torne realidade”, afirma Armelin. Para ele é a chance de transformar o problema em parte da solução. “O setor da pecuária, ao mesmo tempo em que é um grande driver de desmatamento tem o potencial de ser o ator de mudança do cenário de emissões”, afirma.

André Nahur, do WWF-Brasil lembra que apesar do alerta, o relatório demonstra ser possível alcançar a meta. Segundo ele “o Brasil possui inúmeros exemplos de boas práticas climáticas, que aliam menos emissão de carbono a avanços socioeconômicos, e precisam ser promovidas e intensificadas. Por mais impactante que sejam os dados, o relatório mostra que um futuro de 1,5ºC ainda é possível se agirmos agora”.

Fonte: Amazônia.org.br

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