Presidente da COP24 pede apoio para implementar Acordo de Paris

O presidente da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) (COP24), Michal Kurtyka, pediu neste domingo (2) que a comunidade internacional avance na implementação do Acordo de Paris na reunião que começou hoje em Katowice, na Polônia.

Em entrevista coletiva, Kurtyka afirmou que a cúpula, que deve reunir 30 mil pessoas de 197 países, é muito importante porque deve definir como será a implementação do estipulado no acordo, assinado na capital francesa em 2015.

“Não devemos esquecer as razões pelas quais estamos aqui. Estamos aqui para articular a ação global contra a mudança climática. Nenhum governo sozinho pode resolver este problema. É hora de ‘dar vida’ ao conteúdo do Acordo de Paris”, afirmou.

O presidente da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) (COP24), Michal Kurtyka, pediu neste domingo (2) que a comunidade internacional avance na implementação do Acordo de Paris.
O presidente da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) (COP24), Michal Kurtyka, pediu neste domingo (2) que a comunidade internacional avance na implementação do Acordo de Paris. – Andrzej Grygiel/EPA/EFE/Direitos Reservados

A comunidade internacional, segundo ele, está ciente da necessidade de atuar e há um compromisso das partes em discutir como atuar em referência à dificuldade para lidar com as necessidades e as exigências dos diferentes países.

O Acordo de Paris, explicou o presidente da COP24, estabelece que há uma responsabilidade comum na luta contra a mudança climática. No entanto, cada país deve contribuir nesta tarefa dentro de suas capacidades, atendendo um critério de diferenciação.

Esse equilíbrio é que será discutido pelas delegações dos signatários do Acordo de Paris na Polônia. Um dos grandes objetivos da COP24 é conseguir sair da cúpula com um “livro de regras” para a implementação do pacto.

Para a secretária-executiva da ONU para a Mudança Climática, Patricia Espinosa, essas negociações serão “intensas, longas e difíceis” porque a agenda da reunião de Katowice é “enorme”.

No entanto, apesar da dimensão da missão, Espinosa disse estar otimista sobre os resultados que serão obtidos na Polônia.

Fonte: Agência EFE

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