Mesmo com 12 mil casos de malária, número de diagnósticos reduziu em 39% no interior do AC

Nos últimos anos, casos de doença estão reduzindo, aponta Saúde. Quase 20% da população de Cruzeiro do Sul foi acometida pela doença no ano passado.

O número de casos de malária teve uma redução de 39%, comparando 2017 e 2018, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, mas, mesmo assim, o município ainda registrou no ano passado mais de 12 mil casos da doença. Em 2017 foram mais de 20 mil diagnósticos positivos e a Secretaria Municipal de Saúde afirma que desenvolveu ações estratégicas para diminuir os números.

De acordo com o setor de entomologia da segunda maior cidade do Acre, a queda nos casos de malária já se estende desde 2012 e foi mais acentuada nos dois últimos anos. Em 2017 foram confirmados 21.001 casos, já em 2018 esse número caiu para 12.865.

“Na realidade, a descentralização das ações de combate para o município, ao contrário de outros locais, foi muito positiva. É tanto que fechamos o ano com essa redução bem considerável”, avalia a coordenadora da Vigilância Entomológica, Muana Araújo.

O resultado, segundo ela, é fruto da mudança na forma de atuar no combate à doença. Ela destaca que o município passou a atuar nos pontos com maior número de casos para evitar a transmissão da doença.

“Estamos agindo em cima dos pontos quentes que são aqueles locais onde surge um maior número de casos. Não vamos aleatoriamente. A partir do momento que identificamos um local onde surgiu um maior número de casos de malária, a gente faz um trabalho em cima daquele local”, disse a coordenadora.

O subsecretário de saúde do município, Roberto Holanda, destaca ainda a presença do médico Dráuzio Varela que esteve no município no ano passado fazendo estudos sobre a malária. “A presença dele aqui serviu para a mobilização social e para conscientizar a população que passou a prestar mais atenção e ficar mais alerta”, afirma Holanda.

Mesmo comemorando os resultados, o município ainda tem muito trabalho para chegar a números aceitáveis da doença transmitida pelo anofelino, que é uma das patologias mais presentes em diversas regiões da Amazônia.

O subsecretário garante que já foi feito um planejamento para que o índice da malária continue reduzindo na cidade que tem pouco mais de 86 mil habitantes e quase 20% sofreu com a doença no ano passado.

“Já estamos com nosso planejamento pronto com ações de controle vetorial e de atenção aos pacientes. Estamos com nossos objetivos traçados para que possamos buscar os recursos necessários para atuarmos no combate da malária”, afirma.

Fonte: G1 AC

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