Estudantes convivem com risco de desabamento em escola pública do AP, diz moradora

Instituição que fica na Zona Rural, também apresenta problemas nas instalações elétricas e hidráulicas. Seed diz que reparos devem iniciar a partir de 15 de março.

Escola Estadual Júlio Gonçalves da Costa, em Santa Luzia do Pacuí — Foto: Arquivo Pessoal
Escola Estadual Júlio Gonçalves da Costa, em Santa Luzia do Pacuí — Foto: Arquivo Pessoal

Alunos e pais de estudantes estão preocupados com a infraestrutura da Escola Estadual Júlio Gonçalves da Costa, localizada no distrito de Santa Luzia do Pacuí, a 113 quilômetros de Macapá. Ela é uma das duas escolas da região e apresenta os mesmos problemas há anos.

São diversos os problemas que atrapalham o aprendizado dos alunos. Além do desconforto do local, ele ainda corre um risco eminente de desabar parte da estrutura.

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) disse em nota que fará uma intervenção total no telhado da escola a partir do dia 15 de março. Serão trocados forros, telhas, esquadrias, entre outros reparos. O início do ano letivo, marcado para esta terça-feira (26), está suspenso. O calendário começará assim que as obras do telhado forem concluídas.

Ex-aluna e irmã de dois estudantes da escola, Jaciane Costa Mendes, de 23 anos, está preocupada com a situação e diz que quem estuda lá, está por necessidade.

“Todos estudam lá porque é a única opção. Se fosse possível, tenho certeza que os responsáveis pelos alunos da escola sairiam de lá”, disse.

Escola Júlio Gonçalves da Costa apresenta condições precárias há anos — Foto: Everalda Costa/Arquivo Pessoal
Escola Júlio Gonçalves da Costa apresenta condições precárias há anos — Foto: Everalda Costa/Arquivo Pessoal

Entre os problemas, a moradora lista uma série de problemas como: instalações elétricas e hidráulicas apresentaram com falhas, deixando os estudantes sem ventilação e que até chegaram a originar um princípio de incêndio. Sucateamento dos equipamentos e da estrutura, como falta de parte da cobertura da quadra de esportes e no forro das salas de aula, que cedeu em alguns pontos.

“A situação é precária e há anos estão deixando essa situação prosseguir. É preocupante que está por vir um novo ano letivo e a escola ainda não passou por algum reparo. Só vão olhar para esses alunos quando alguma tragédia, como a que aconteceu em Santana, acontecer”, desabafou.

A Seed reforçou que além dos serviços já previstos, a escola também tem em caixa recursos do Programa Escola Melhor (Proem), destinado à manutenção da estrutura das escolas. Com esse recurso, é possível realizar outros reparos na unidade escolar.

Há salas que as aulas são impraticáveis devido a deteriorização do forro — Foto: Everalda Costa/Arquivo Pessoal

Problema antigo

Em abril de 2017, a escola perdeu parte da cobertura da quadra poliesportiva, o problema seria reparado nas férias de julho do mesmo ano, teve a data prolongada até o longe de 2018, mas após o fim do ano letivo, ele segue sem se resolvido.

Em setembro de 2016, os alunos fizeram um protesto na comunidade pedindo soluções para os problemas. A situação também resultou em uma ação civil pública contra o Estado. Os alunos têm aulas em dois turnos na escola, em turmas do 1º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.

Fonte: G1 AP

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