Por que oceanos protegidos nos ajudam a conter as mudanças climáticas

Hoje é Dia Mundial dos Oceanos, um dia para lembrarmos a importância deles para a vida no Planeta. Os mares estocam carbono e evitam um maior acúmulo de gás carbônico na nossa atmosfera. Mas para que eles façam isso por nós, precisamos protegê-los

Samadai Reef - Red Sea Coastal Development in Egypt - 2006. © Greenpeace / Marco Care
Recife de corais em Tondoba, na costa do Egito. Essa região está ameaçado pela pesca predatória e pela poluição. © Greenpeace / Marco Care

Nos últimos dois séculos, os oceanos absorveram metade de toda a poluição por carbono que nós humanos produzimos. Estamos destruindo os oceanos ao invés de deixá-los saudáveis para os nossos netos. Um argumento ainda mais importante para nos motivar a fazer isso é: oceanos prósperos também nos protegem das mudanças climáticas.

Parte do carbono que existe na Terra está naturalmente no corpo e composição de plantas e animais marinhos vivos. Quando os animais e plantas morrem, o carbono é enterrado no fundo do mar, ou seja, não vai para a atmosfera, evitando mudanças climáticas ainda mais intensas. O mesmo vale para mangues, que também são ecossistemas que armazenam enormes quantidades de carbono.

Mas a vida não está nada fácil para quem vive no fundo do mar. Os oceanos estão ficando mais quentes devido ao aquecimento global. E mais ácidos à medida que a quantidade de gás carbônico na atmosfera aumenta e, consequentemente, a sua concentração na água também. Há também o excesso de plástico que invade os mares, fruto do nosso consumo desenfreado.

Como uma pessoa que pega resfriado, sarampo e catapora de uma vez só, esses problemas deixam os oceanos mais debilitados, diminuindo as chances dos seres marinhos sobreviverem.

Para frear as mudanças climáticas, temos que enfrentar o problema de frente. Isso significa conter as emissões de gases do efeito-estufa, deixando de queimar combustíveis fósseis e optando por energias 100% renováveis.

Também precisamos criar vastos santuários marinhos em pelo menos 30% dos oceanos, como defendem os cientistas. Os santuários protegeriam a vida marinha de muitas ameaças diferentes, dando-lhe a chance de se recuperar e prosperar.

Desde abril, o Greenpeace está fazendo uma expedição do Polo Norte ao Polo Sul, que vai passar pelos Corais da Amazônia, para mostrar as belezas e as ameaças que rondam os oceanos do mundo todo. Essa viagem está mostrando por que precisamos de um Tratado Global dos Oceanos que proteja nossos mares. Saiba mais neste blog.

E lembre-se: a vida no mar não é apenas bonita. Ela ajuda a desacelerar as mudanças climáticas e mantém as milhões de pessoas que dependem dos oceanos para alimentar suas famílias. Então, se nós cuidarmos dos oceanos, eles continuarão cuidando de nós.

Fonte: Greenpeace

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