Estudo avalia o que aconteceria com o mundo se a Amazônia fosse completamente destruída

Cientista mostrou em seminário que a temperatura subiria até 2,5 graus e o volume de chuvas no mundo diminuiria, entre 15% e 30%.

Um estudo de pesquisadores americanos avaliou o que aconteceria com o planeta se a Amazônia fosse completamente destruída.

Chuvas, cursos d’água, temperatura e concentração de gases na atmosfera. Com base em um século dessas informações, os pesquisadores projetaram as consequências do desmatamento da Amazônia.

O estudo reuniu equipes da agência de oceanos e atmosfera dos Estados Unidos e da Universidade de Princeton, uma das mais respeitadas do mundo, e que tem um laboratório para estudar o Brasil.

O resultado foi apresentado neste seminário, que reuniu pesquisadores, empresários, artistas e representantes da Amazônia. A cor vermelha representa o aumento de temperatura do planeta em 2050, se metade da Amazônia for desmatada e se a floresta inteira for derrubada.

A cientista climática Elena Shevliakova explica que a temperatura subiria até 2,5 graus e o volume de chuvas no mundo diminuiria, de 15% a 30%.

Para calcular esse impacto, que a perda da Amazônia teria sobre o clima global, os cientistas levaram em conta uma hipótese até otimista: a de que a humanidade vai cumprir as metas de redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa. Ficou claro que esse esforço para controlar o aquecimento global não será suficiente se a floresta for destruída. E, apesar de o mundo inteiro ser afetado, a região mais atingida seria a América do Sul.

“No caso do Brasil, o impacto ainda é mais profundo. Ele quase que dobra o aumento de temperatura que a gente teria sem a perda da Amazônia”, destaca Tasso Azevedo, engenheiro florestal e coordenador do Mapbiomas.

Além disso, a redução das chuvas causaria perdas na agricultura e afetaria o volume dos rios. “Provavelmente teria um enorme impacto sobre a produção de energia elétrica, visto que 80% da energia elétrica do Brasil vem das hidroelétricas”, comenta o engenheiro florestal.

O pesquisador Stephen Pacala, da Universidade de Princeton, diz que o estudo pode ajudar os países amazônicos a entender as consequências das escolhas que eles inevitavelmente terão que fazer.

Fonte: G1

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