Organizações denunciam assassinato de camponeses no Maranhão

Quatro homens armados invadiram uma residência no município de Arari, no Maranhão e atiraram contra Celino Fernandes e Wanderson de Jesus Rodrigues Fernandes, matando pai e filho, na madrugada de domingo (5). Este foi o primeiro crime envolvendo conflitos por terra registrado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) em 2020.

Uma nota assinada por movimentos sociais, associações e sindicatos relata que os pistoleiros chegaram à residência afirmando serem da polícia, utilizando coletes e capuzes, arrombaram a porta e executaram os camponeses. Ainda segundo o documento, o conflito agrário já havia sido denunciado, principalmente pelos lavradores, e envolve a disputa de uma área que foi cercada para criação de gado bubalino.

“Sabemos que o verdadeiro objetivo dessas mortes e ameaças é criar um clima de medo nas comunidades e suas lideranças a não continuarem a luta, esses matadores de aluguel apenas cumprem o restante do trabalho já iniciado pelas autoridades, de criminalização de lideranças, os pistoleiros se acham no direito de eliminá-los”, diz a nota.

Os movimentos pedem a retirada dos grileiros, a elucidação dos crimes e responsabilizam o governador Flávio Dino por não solucionar os conflitos, além de denominarem como “declaração de guerra aos povos tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e camponeses em geral” as recentes políticas adotadas pelo governo de Jair Bolsonaro, entre elas, a exclusão de licitude das forças militares, o incentivo ao armamento no campo e a regularização de terras griladas.

Leia a nota na íntegra

Fonte: Amazônia.org
Com informações da CPT

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