MPF lança protocolo para monitorar desmate e ‘lavagem de gado’ na Amazônia

O Protocolo Unificado Pelos Acordos da Pecuária Sustentável adotado pelo Ministério Público Federal (MPF), nesta quarta-feira (19), prevê o monitoramento das propriedades fornecedoras de gado na Amazônia, checando se a produção está ligada ao desmatamento.

Serão feitas análises geoespaciais para descobrir se as fazendas estão em áreas protegidas ou territórios indígenas, verificação de documentos do produtor, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e checagem de listas públicas, como a lista do trabalho escravo.

A “lavagem de gado” na Amazônia que transfere o gado criado em áreas desmatadas ilegalmente e transporta para fazendas regularizadas, também será um dos critérios verificados, os casos suspeitos serão apurados quando a produtividade de uma fazenda ultrapassar o índice de 3 cabeças por hectare a cada ano.

O pedido por este protocolo foi feito pelos grandes frigoríficos, preocupados com o mau resultado ambiental. O objetivo é estabelecer uma ‘régua comum’ entre o Compromisso Público da Carne, assinado em 2009 pelos frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva com o Greenpeace, e o TAC da Carne (Termo de Ajustamento de Conduta da Carne), assinado por mais de 150 frigoríficos na Amazônia com o compromisso de combater desmatamento ilegal, trabalho escravo e invasão de terras públicas, e atrair mais produtores para compromissos ambientais.

O documento foi assinado na sede da Procuradoria-Geral da República por procuradores de quatro estados da Amazônia Legal (Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rondônia).

As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Fonte: Amazônia.org.br

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