Resumo da Semana


– Amazônia concentrou 60% dos casos de conflitos no campo em 2019

E em 2020….

Justiça suspende liberação da cana no Pantanal e na Amazônia

Desmatamento e Queimadas

Coronavírus na Amazônia

Amazônia concentrou 60% dos casos de conflitos no campo em 2019

No primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro os conflitos rurais aumentaram 23% se comparado ao ano anterior. Foram 1.833 casos de conflitos no campo, 32 resultaram em mortes segundo os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Foi na Amazônia brasileira onde ocorreu mais da metade dos conflitos e 84% dos assassinatos. Os povos indígenas foram os mais atingidos pela violência. Dos 32 assassinatos registrados, nove são indígenas, ou seja, a cada três famílias em conflitos por terra uma é indígena. 

Um dos casos que mais recebeu repercussão em 2019 foi o do líder indígena Paulo Guajajara morto em novembro com um tiro no rosto durante emboscada feita por madeireiros ao grupo dos Guardiões da Floresta, no interior da Terra Indígena Araribóia, no Maranhão.

E em 2020….

Em Rondônia, na manhã de sábado, o indígena Ari foi encontrado morto com marcas de pancadas. Ele era professor e agente ambiental Ari Uru-Eu-Wau-Wau e tinha 33 anos. Mesmo com marca de pancadas, a Polícia Civil põe dúvidas ao crime. Organizações como a Kanindé e Anistia Internacional exigem esclarecimentos. 

No dia 31 de março, o líder Zezico Rodrigues Guajarara, da aldeia Zutiwa, da Terra Indígena Arariboia, foi assassinado em um trecho da estrada Matinha, município maranhense de Arame, a 477 quilômetros da capital São Luís. Até o momento, a Polícia Federal não esclareceu o crime.  

E além dos casos de violência, os povos indígenas estão preocupados com o avanço dos casos de coronavírus dentro das aldeias. Estudo mostra que menos de 10% dos municípios brasileiros com terras indígenas possuem leitos de UTI; sistema de saúde indígena atende apenas quadros leves. 

site Amazônia.org.br entrevistou Eric Karipuna, presidente da Associação dos Povos Indígenas Karipuna (Apoika) que falou sobre o temor de um novo extermínio do povo Karipuna.

Justiça suspende liberação da cana no Pantanal e na Amazônia

A juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, do Amazonas, suspendeu o decreto do governo Bolsonaro que autorizava o plantio de cana de açúcar na Amazônia e Pantanal. Pela ação, fica impedido um novo decreto sobre o tema até “que sejam esclarecidas as razões de ordem técnica e científica que motivaram a revogação do ZEE (zoneamento ecológico-econômico) da cana-de-açúcar, bem como que seja cabalmente demonstrado pela União que não haverá retrocesso na proteção ambiental, nem risco de danos graves e irreversíveis”.   

Desmatamento e Queimadas

Levantamento realizado pelo O Eco mostra que enquanto os sistemas que monitoram a Amazônia confirmam o aumento do desmatamento no mês de março e no primeiro trimestre de 2020, com relação ao ano anterior, o número de focos de queimadas no bioma caiu cerca de um terço no acumulado dos três primeiros meses. Os dados não são, entretanto, motivo de comemoração, pois seguem acima da média para o período.  

uma análise do IPAM mostra que o desmatamento de 2020, somado ao que foi derrubado em 2019 e não queimou, pode alimentar uma nova estação intensa de fogo na Amazônia, especialmente em terras públicas que estão sob a guarda da União e dos Estados. Só no primeiro trimestre deste ano, 50% do desmatamento registrado pelo sistema Deter, do INPE, aconteceu nessas áreas.

Coronavírus na Amazônia

Os casos de coronavírus na Amazônia Legal atualizados ontem:  

Acre – 227 casos, 10 mortes
Amapá – 548 casos, 16 mortes
Amazonas – 2.888 casos, 234 mortes
Maranhão – 1.757 casos, 76 mortes
Mato Grosso – 221 casos, 7 mortes
Pára – 1.267 casos, 53 mortes
Rondônia – 250 casos, 5 mortes
Roraima – 297 casos, 3 mortes
Tocantins – 37 casos, 2 mortes 

No Brasil já são 49.492 e 3.313 mortes.

Fonte: Amazônia.org.br

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