Resumo da Semana


– Desmatamento inviabiliza comemorações do Dia do Meio Ambiente
– Lavagem de Gado!
– PL da Grilagem
– Pandemia sufoca agricultura familiar no Brasil
– Imagem da semana

Desmatamento inviabiliza comemorações do Dia do Meio Ambiente

Hoje, 5 de junho, é o dia do Meio Ambiente, mas dados do sistema DETER,  do Inpe, mostram que não há nada para se comemorar. Release compartilhado pelo Greenpeace, aponta que até o dia 28 de maio houve um aumento de 34% nos alertas de corte raso em relação aos registrados no mês de abril. Com 528 Km2 foi o mês com a maior área de alerta de desmatamento neste ano.  

Isso significa que de janeiro à maio deste ano o aumento dos alertas de desmatamento foi de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. 

E segundo um relatório do Global Forest Watch, Brasil foi responsável por um terço da perda de florestas virgens no mundo em 2019. De janeiro a dezembro de 2019, o Brasil perdeu cerca de 1.361.000 hectares (13.610 km²) de floresta tropical virgem — um terço do que foi perdido em todo o planeta.  

Para tentar responder ao crescente desmatamento, em atuação coordenada pela Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (4CCR), o Ministério Público Federal (MPF) instaurou, somente no mês de maio, 1.023 ações civis públicas contra 2.262 réus em razão de desmatamentos ilegais na Amazônia. A iniciativa faz parte da 3ª fase do Projeto Amazônia Protege, que mapeou polígonos de 60 hectares ou mais desmatados entre agosto de 2017 e dezembro de 2019. Ao todo, as ações cobram mais de R$ 3,7 bilhões de indenização pelos danos causados, além da reparação de 231.456 hectares de floresta degradados.

Lavagem de gado!

Levantamento divulgado pelo Greenpeace nesta quinta-feira, aponta que fazendas localizadas ilegalmente dentro do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, em Mato Grosso, são fornecedoras indiretas de grandes frigoríficos, como Marfrig, Minerva e JBS.

A unidade de conservação está em uma região de encontros entre Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal. A investigação mostra ainda que pessoas alegam ser proprietárias de 71% das terras públicas que pertencem ao parque. O dado foi calculado com base nas declarações fornecidas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Dados divuglados pelo O ECO, apontam que entre 2016 e 2020, 26 novos abatedouros de gado foram registrados na Amazônia Legal, elevando para 183 o número de frigoríficos instalados na região. A matéria ponta os riscos de novas zoonoses nesses locais, já que os abatedouros também são locais ideias para o surgimento de novos vírus ou bactérias devido à proximidade entre humanos e animais – e ao contato de um com sangue e vísceras do outro.

PL da Grilagem

Em carta endereçada ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, um grupo de legisladores americanos, liderado pela representante indígena Deb Haaland pediu ao Congresso brasileiro que rejeite  o Projeto de Lei 2633/20, conhecido como PL da Grilagem, por considerá-lo “muito prejudicial” para a Amazônia.

 “Entendemos que esse projeto é muito prejudicial para a floresta amazônica, uma vez que legalizará grandes áreas de terras públicas que já foram ocupadas e desmatadas ilegalmente”, afirmaram os legisladores americanos, todos do Partido Democrata.

Pandemia sufoca agricultura familiar no Brasil

Em todo o país, no campo e na floresta, a pandemia do novo coronavírus vem afetando agricultores familiares e extrativistas, população estimada em 18 milhões. Uma pesquisa feita com 131 negócios comunitários mostrou que 80% dos participantes não têm condições financeiras de manter suas operações depois de junho.

Imagem da Semana

Infográfico divulgado pleo Greenpeace. Acesse a página com mais informações.

Fonte: Amazônia.org.br

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