Resumo da Semana


– #CriançasYanomamis
– Carne ilegal nos supermercados do grupo Casino
– Queimadas preocupam e governo minimiza
– Bons Exemplos

#CriançasYanomamis

Um caso ganhou grande atenção nas redes sociais esta semana: três mulheres indígenas Yanomami precisaram encampar uma verdadeira saga para descobrir onde estavam os corpos de seus bebês, mortos em hospitais públicos de Boa Vista, Roraima, com suspeita de estarem infectados pelo novo coronavírus.

Após mobilizações uma força tarefa foi criada, mas foram várias semanas até descobrirem que as crianças haviam sido sepultadas em um cemitério municipal. Em tempos normais, os bebês teriam sido levados de volta à comunidade Auaris, onde nasceram, e seriam cremados. Os Yanomami estão entre os indígenas brasileiros mais apegados às tradições ancestrais.

Agora há um impasse envolvendo as mães, a comunidade e o governo. Apesar de entenderem os riscos, as mães desejam levar os corpos para a aldeia, mas o governo teme que seja um risco para todos da comunidade.

Carne ilegal nos supermercados do grupo Casino

O grupo Casino não controla o suficiente a origem da carne da carne de gado que comercializa e pode estar associado ao desmatamento ilegal da Amazônia segunda denuncia realizada nesta semana pela ONG francesa Envol Vert. A notícias foi divulgada no jornal francês Le Monde

A investigação testou 131 produtos vendidos em dez supermercados, em sete cidades brasileiras, especialmente em Belém e Manaus e chegou a quatro grandes fazendas situadas na Amazônia e no Cerrado. Uma delas, no Mato Grosso, queimou mais de 2.400 hectares de floresta em 2019. Outra, no Pará, se apropriou de 14 hectares de terras da tribo indígena Apyterewa.

E reportagem do Mongabay aponta que commodities agrícolas foram as grandes responsáveis por incêndios na Amazônia. Dos 981 mil focos de incêndio ocorridos no Brasil entre julho e outubro do ano passado, metade aconteceu nas “zonas potenciais de compra” da JBS e da Marfrig e no entorno dos silos da Bunge e da Cargill.

Queimadas preocupam e governo minimiza

Dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostram que os focos de queimadas na Amazônia no mês de junho foram maior do que nos últimos 13 anos. Foram registrados 2.248 focos de calor, um aumento de 19,57% em relação ao mesmo mês de 2019 quando foram registrados 1.880 focos, um volume que não era atingido desde o ano de 2007.

O número de queimadas e aumento do desmatamento preocupam especialistas, já que a tendência é piorar. Em entrevista ao portal Brasil de Fato, a procuradora do Ministério Público Federal e integrante da Força-tarefa Amazônia, Ana Carolina Bragança, afirmou que há uma mecânica muito bem estabelecida para devastar a floresta, que começa com a extração ilegal da madeira, seguida da grilagem e depois da pecuária.

No entanto, para o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, há uma visão ‘distorcida’ sobre a política ambiental brasileira. Ele participou esta semana de reunião de cúpula dos chefes de Estado do Mercosul e afirmou que o governo está comprometido a “desfazer opiniões distorcidas” sobre a atuação do Brasil na proteção da floresta Amazônica, dos povos indígenas e mostrar as ações que vem adotando nessas áreas.

Bons Exemplos

E diante de tantos índices e notícias negativas, uma matéria no Mongabay mostra que há exemplos positivos: cravada no Pará, estado que está no topo do ranking do desmatamento, a Floresta Nacional do Tapajós abriga há 15 anos um dos mais bem-sucedidos projetos de manejo de madeira nativa. Em 2013, a madeira extraída pelas comunidades obteve o selo de certificação FSC. E parcerias com designers renomados renderam móveis e objetos que conquistaram o mercado brasileiro.

E a Rede de Sementes do Xingu venceu o Ashden Awards, prêmio internacional para soluções climáticas. O projeto ficou entre os 11 vencedores do prêmio internacional para soluções climáticas. A Rede de Sementes do Xingu é composta por 568 coletores indígenas, urbanos e agricultores familiares, em sua maioria mulheres, e se consolidou como a maior rede de comercialização de sementes nativas no Brasil. Em mais de dez anos de trabalho, a rede e seus parceiros recuperaram 6,6 mil hectares de áreas degradadas na bacia do Xingu e Araguaia e outras regiões de Cerrado e Amazônia.

Fonte: Amazônia.org.br

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