JBS cria o programa “Juntos pela Amazônia”

A gigante brasileira de carnes JBS disse vai monitorar toda a sua cadeia de abastecimento, incluindo os “fornecedores indiretos” da Amazônia, alguns dos quais estão ligadas ao desmatamento ilegal.

Um novo sistema de monitoramento será implantado no estado de Mato Grosso, que possui o maior rebanho bovino do Brasil

Decorrente a constante pressão que vem sofrendo por parte de investidores e consumidores no Brasil e no exterior, a JBS, líder mundial em proteínas animais, anunciou na última quarta-feira (23), a criação do programa “Juntos pela Amazônia” contra o desmatamento no país.

A iniciativa prevê controle sobre os fornecedores indiretos de gado no bioma amazônico até 2025 – como já acontece com os diretos, segundo a empresa o projeto contempla ações voltadas ao desenvolvimento da cadeia bovina, à conservação e recuperação de florestas e ao apoio a comunidades.

Apesar do anúncio trazer uma grande reviravolta para a empresa e de ser visto como um passo positivo, alguns ambientalistas disseram que o prazo era muito longo para resolver uma questão tão urgente.

A pecuária é um dos maiores fatores de desmatamento na Amazônia e o Brasil está sob pressão crescente de investidores internacionais e de outros países devido ao aumento da devastação e dos incêndios.

Outra empresa que também já está implementando medidas para minimizar problemas com fornecedores indiretos de gado é a Minerva Foods. As ações mapeiam a possibilidade dos bovinos que estão sendo abatidos pela empresa terem passado, em alguma etapa da sua vida, por áreas desmatadas ilegalmente, embargadas pelos órgãos ambientais ou que empreguem trabalho análogo à escravidão.

Desde de agosto a Minerva Foods iniciou testes com o Visipec, ferramenta criada pela ONG National Wildlife Federation (NWF) e pela Universidade de Wisconsin-Madison. O Visipec atua através de um software de avaliação que se baseia nas emissões de Guia de Trânsito Animal (GTA), um documento oficial e obrigatório no transporte de animais no País.

Fonte: Amazônia.org.br

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