Mourão diz que opositor do governo no Inpe prioriza divulgação de dados negativos sobre queimadas

Segundo o Inpe em apenas 14 dias do mês de setembro foi atingido o número de focos de queimadas dos 30 dias de setembro de 2019.

O vice-presidente Hamilton Mourão, que também preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal afirmou nesta terça-feira (15), que “alguém” de dentro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que é “oposição” ao governo do presidente Jair Bolsonaro prioriza a divulgação de dados negativos sobre queimadas.

Mourão diz que o governo está no campo combatendo as queimadas e que os números precisam melhorar. “Eu recebo o relatório toda semana. Até dia 31 de agosto, nós tínhamos 5 mil focos de calor a menos do que 31 de agosto do ano passado, entre janeiro a agosto. Agora, o Inpe não divulga isso. Por quê?”, questionou o vice-presidente.

Ao ser questionado sobre quem seria o responsável por divulgar os dados negativos, Mourão disse não saber. “Não é o Inpe que está divulgando, é o diretor do Inpe, que falou isso? Não. É alguém lá de dentro que faz oposição ao governo. Eu estou deixando muito claro isso aqui. Aí, quando o dado é negativo, o cara vai lá e divulga. Quando é positivo, não divulga”.

Segundo o Inpe, em apenas 14 dias, o mês de setembro de 2020 já registrou mais queimadas na Amazônia do que em todo o mesmo mês do ano passado. Dados do programa Queimadas, do Inpe, mostram que do dia 1º até o dia 15, foram identificados 20.485 focos de calor na Amazônia contra 19.925 nos trinta dias do mesmo mês em 2019.

Em agosto de 2020 a Amazônia teve 29.307 focos de queimadas segundo os dados do Inpe. Em comparação ao mesmo mês do ano passado a variação foi de 5% a menos, quando a Amazônia teve 30.900 alertas. Houve uma queda de cerca de 5,2% em relação a agosto do ano passado, quando foram registrados 30,9 mil focos de calor.

O número, entretanto, foi 12,4% maior que a média histórica registrada para o mês, que é de 26.082 focos, e o segundo maior registrado desde 2010.

As queimadas na Amazônia continuam em alta mesmo depois do decreto do Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicado no dia 16 de julho (e que começou a valer na mesma data), que suspendeu por 120 dias o uso de fogo na Amazônia e no Pantanal.

Fonte: Amazônia.org.br

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