Série conta histórias de agricultores que estão ganhando dinheiro com restauração florestal

Série contribui para o compromisso do Brasil na Década da Restauração, entre 2021 a 2030 período estipulado pela Assembleia Geral das Nações Unidas

A organização WRI Brasil criou a série Caras da Restauração, na qual por meio de episódios e reportagens, relata cinco histórias de produtores familiares e grandes produtores pelo Brasil afora. O que eles têm em comum? Todos têm a transformação de sua relação com a terra e o lucro advindo da floresta, que pode ser maior do que a rentabilidade de atividades agropecuárias convencionais.

Coivara nas redondezas da propriedade da Família Soares (Foto: Joana Oliveira/ WRI Brasil)

Assista ao primeiro episódio

De acordo com Miguel Calmon, diretor de Florestas do WRI Brasil, a série contribui para o compromisso do Brasil na Década da Restauração, que é restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e áreas degradadas entre 2021 a 2030, período estipulado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. “Essa meta só pode ser alcançada por meio de uma diversidade de soluções, projetos, escalas e características locais, e é exatamente isso que estamos mostrando: os rostos e as histórias de quem está fazendo, bem como os caminhos possíveis”, destaca Calmon.

Em cada episódio da série será contado um relato aprofundado de quem decidiu investir na restauração florestal, mostrando o processo de mudança de mentalidade das pessoas retratadas, isso acaba confirmando o porquê práticas de produção mais sustentáveis fazem sentido, tanto do ponto de vista econômico, quanto ambiental.

A série abre com um caso de restauração no Estado do Pará, em plena floresta amazônica. Trata-se da transformação da família Soares, agricultores do município de Juruti, que migraram da tradicional produção exclusiva de mandioca para um sistema agroflorestal. Adicionando árvores nativas da Amazônia, com frutíferas e outras culturas agrícolas junto da mandioca, eles esperam elevar a produtividade e a renda ao mesmo tempo em que restauram uma área de floresta que sofria com práticas de corte e queima.

Para o WRI Brasil, a restauração florestal deve ser reconhecida como uma oportunidade com potencial de geração de benefícios econômicos, sociais e ambientais. A recuperação de milhares de hectares de terras hoje degradadas pelo plantio de espécies arbóreas nativas de valor econômico e pela utilização de sistemas agroflorestais, cria empregos e boa produtividade nas comunidades agrícolas, além de contribuir para a segurança alimentar e hídrica. As histórias da família Soares, de Bruno Mariani, Silvany Lima, Patrick Assumpção e do casal Emerson e Viviane ajudam a ilustrar como os diferentes níveis de governo, o setor privado e os tomadores de decisão dentro do setor agrícola podem se engajar nesse movimento.

Mesmo tendo posse de 60% da maior floresta tropical do planeta, no Brasil, a degradação de áreas florestais é enorme. Porém é possível uma mudança nesse cenário por meio da restauração florestal, que visa o restabelecimento dos processos naturais, responsáveis por retornar a vegetação ao mais próximo possível da sua condição anterior à degradação. Elevar a produtividade agrícola dessas áreas, integrando-as a modernos sistemas produtivos como a integração pecuária-floresta, lavoura-floresta ou lavoura-pecuária-floresta não só reduz a pressão por novas áreas de cultivo como pode elevar os indicadores econômicos e sociais de boa parte do país.

Com informações da Assessoria de Imprensa da WRI Brasil

Fonte: Amazônia.org.br

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