Cientistas detectam nova mutação do coronavírus no Amazonas

Fiocruz Amazônia aponta que a nova variante pode ter evoluído de linhagem que circula no Amazonas desde abril do ano passado.

No último domingo (10), com base em uma pesquisa, a Fiocruz Amazônia, detectou uma nova variante do coronavírus que tem origem no estado do Amazonas. A mutação foi identificada no Japão após viajantes do país passarem pelo estado brasileiro.

A circulação da variante no Amazonas ocorre em meio ao colapso do sistema de saúde, com recorde de internações devido ao alto contágio de Covid-19 e com falta de oxigênio para pacientes. Nesta quarta-feira (13), o estado informou que a mesma cepa é responsável pelo primeiro caso de reinfecção em seu território.

Especialistas concordam que ainda é muito cedo para se ter certeza de qualquer nova propriedade da doença e que pesquisas ainda estão sendo finalizadas. No entanto, com base no que foi visto até então, essa nova variante carrega mutações que já foram associadas à maior transmissão.

Os estudos realizados até agora mostram que mesmo as novas variantes do vírus serão bloqueadas pela ação da vacina, pelos anticorpos desenvolvidos em função do imunizante.

A variante do coronavírus envolve mutações na proteína Spike, que faz a interação inicial com a célula humana. Recentemente foi identificado duas cepas emergentes independentes no Reino Unido e na África do Sul que possuem um número maior de mutações na proteína Spike.

A pesquisa da Fiocruz Amazônia, liderados pelo virologista e pesquisador, Felipe Naveca, indica que as cepas detectadas em viajantes japoneses que retornaram da região amazônica provavelmente evoluíram de uma linhagem viral que circula no estado do Amazonas desde abril de 2020 e podem ser representantes de um vírus potencialmente de uma linhagem emergente no Brasil.

Os pesquisadores compararam os dados do vírus coletados por meio de sequenciamento genético no Japão, com amostras presentes no banco de dados do estado, que foram registradas entre abril e novembro do ano passado. Agora, comparam as informações com as últimas amostras coletadas, datadas de dezembro. Isso ajudará a entender se há ligação entre as mutações e a explosão de novos casos da segunda onda de contaminações no estado.

Fonte: Amazônia.org.br