Covid-19: Giac mantém diálogo com governadores do Pará e do Amazonas para evitar agravamento de crise

Governo paraense informa que enviará oxigênio para Santarém. MPF recomenda ao Amazonas ampliar restrições sanitárias

A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, coordenadora interina do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (Giac), conversou nesta sexta-feira (22) com o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), sobre a situação dos estoques de oxigênio medicinal nos hospitais da região de Santarém, próximo à divisa com o Amazonas.

O governador informou ao Giac que adquiriu 500 cilindros de oxigênio para distribuir aos municípios da região a partir de terça-feira (26) a fim de evitar desabastecimento. O estado também instalou uma usina de oxigênio em Oriximiná e disponibilizou quatro helicópteros e dois aviões para realizar o serviço de transferência de pacientes que necessitem.

A coordenadora interina do Giac também conversou nesta sexta-feira com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), sobre recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que o estado amplie as restrições sanitárias que estão em vigor, com o objetivo de conter a disseminação da doença. Na semana passada, Manaus registrou falta de oxigênio em hospitais. O documento foi enviado nesta sexta-feira (22).

A partir de diálogo entre o Giac, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Saúde, as Forças Armadas, a empresa White Martins, fornecedora de oxigênio, e outros órgãos, foi possível chegar a soluções emergenciais, com a chegada do produto à capital amazonense na última sexta-feira (15).

O Giac foi criado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, em março de 2020, no início da pandemia, com o objetivo de integrar todo o Ministério Público brasileiro, em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), com autoridades responsáveis pelo enfrentamento da covid-19 em todos os níveis de governo. Desde então, o trabalho possibilitou ações e respostas rápidas em questões como distribuição de respiradores, falta de remédios do kit intubação, orientação para fiscalização do uso de recursos públicos, entre outros pontos.

Fonte: MPF