A violenta e psicodélica colonização da Amazônia em “O Abraço da Serpente”

Uma viagem antropológica, etnográfica, histórica através de um relato dinamizado. Se for pra resumir o filme O Abraço da Serpente, seria basicamente desta forma. O filme foi inspirado nos diários deixados pelo etnologista Theodor Koch-Grunberg e pelo biólogo Richard Evans Schultes, que dedicaram muitos anos de suas vidas ao estudo da região amazônica.

O filme acompanha a história da dominação e dizimação dos povos indígenas, e foi dirigido pelo colombiano Ciro Guerra. Focando no que foi deixado pelos dois cientistas, Ciro ficcionalizou uma história de uma comunidade indígena.

“O Abraço da Serpente”: psicodélico, violento, real

Theodor Koch-Grunberg chegou a Amazônia no começo do século 20 e ele veio com a intenção de realizar diversos estudos envolvendo os povos indígenas.  Dezenas de anos depois, Richard Evan Schultes, um biólogo norte-americano, adentrou a selva para estudar plantas usadas pelos mesmos povos.

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O cineasta consegue transpor para as telas a eterna briga causada por uma suposta etnia superior e pela falta de um fator simples: respeito. Ele mostra como o choque entre culturas foi suficiente para deturpar costumes.

O filme está em constante movimento por conta do local em que ele acontece e lida com questões muito atuais que aconteciam em um ambiente relativamente diferente do nosso, como opressão colonial, religião e a loucura. O Abraço da Serpente ganhou o grande prêmio da Quinzena dos Diretores de Cannes e deixou os críticos norte-americanos impressionados.

Confira abaixo a sinopse oficial.

Ao mesmo tempo poético e intenso, as devastações do colonialismo lançaram uma sombra escura sob a paisagem sul-americana em O Abraço da Serpente, a terceira produção de Ciro Guerra. Filmado em deslumbrantes locais na Amazônia, o Abraço da Serpente centra-se em Karamakate, um xamã amazônico, e o último sobrevivente de seu povo, além dos dois cientistas que, ao longo de 40 anos, constroem uma amizade com ele. O filme foi inspirado nos diários reais dos exploradores (Theodor Koch-Grünberg e Richard Evans Schultes) que viajaram através da Amazônia durante o século passado em busca da planta sagrada e difícil de achar Yakruna.

O filme está previsto para estrear em fevereiro deste ano.

Fonte: A Gambiarra

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