Alice Braga aproveita repercussão do caso Will Smith para alertar contra mineração em terras indígenas

Alice Braga fez uma publicação sagaz em sua conta no Twitter, nesta segunda-feira (28), para alertar contra Bolsonaro e a mineração ilegal na Amazônia.

A atriz iniciou a escrita de seu texto, em inglês, dando a entender que se posicionaria sobre Will Smith. O caso envolvendo o ator tornou-se o assunto mais comentado do dia na rede social desde que o Smith reagiu com um tapa contra o humorista Chris Rock ao ouvir dele uma piada que ofendeu sua esposa durante a cerimônia do Oscar.

Alice escreveu:

“De qualquer forma, o mais importante sobre Will Smith é que a mineração ilegal na floresta amazônica, apoiada por Bolsonaro e seus aliados, está intoxicando a população indígena com mercúrio e matando rios enquanto o preço do ouro atingiu níveis recordes por causa da guerra na Ucrânia”.

A atriz já se posicionou em diversos momentos na defesa dos povos indígenas e contra o desmatamento na Amazônia. Com a publicação, Alice Braga demonstra estar atenta às atividades ilegais de mineração e as ameaças que o governo tem feito, com incidência no legislativo, para liberar a exploração de terras indígenas.

O projeto de lei 191 é um dos planos do chamado Pacote da Destruição, que já mobilizou dezenas de artistas e organizações sociais a favor dos indígenas e da Amazônia. Alguns comentários na publicação da atriz consideraram “forçada” a relação da crítica ao desmatamento com a Guerra na Ucrânia. Contudo, é esse o contexto que Bolsonaro usa para justificar o garimpo ilegal.

Com a possível escassez de fertilizantes com potássio frente à interrupção das exportações pela Rússia, Bolsonaro pressiona o legislativo para que o PL 191 seja aprovado com urgência e, assim, abra portas para a exploração do minério no norte brasileiro.

Especialistas, no entanto, reforçam que, embora a possível incidência de potássio na Amazônia esteja registrada há décadas, ele se encontra em condições de difícil extração e que assim, representaria danos ambientais de grande impacto. Além disso, pesquisadores também afirmam que somente 11% das jazidas da região estão nos territórios visados pelo governo.

Fonte: Mídia Ninja