Aparelho mais barato promete ajuda no combate a grandes incêndios na Amazônia

Os testes dos primeiros protótipos devem ser realizados em Manaus, Brasília e no sul do Amazonas, locais com principais focos de queimadas

Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), no Laboratório de Ecologia Geral da instituição, em Manaus, promete aumentar a eficácia e reduzir em mais de 80% o custo dos equipamentos de monitoramento de queimadas usados por brigadistas no combate a grandes focos de incêndios florestais.

Segundo a Folha de São Paulo, o aparelho possui cerca de 450 gramas, é do tamanho de um celular, reúne sensores que medem a velocidade e direção do vento, umidade do ar, temperatura e direção das chamas, além de permitir a acoplagem opcional de uma câmera termográfica. A transmissão é em tempo real para computador ou smartphone.

A proposta dos pesquisadores é tornar o equipamento mais barato e acessível a brigadistas de pequenos municípios, associações comunitárias e instituições de pesquisa ou não-governamentais, entregar um equipamento prático e acessível que permita aos profissionais que estão em campo, no combate ao fogo, uma tomada de decisão mais rápida e baseada em informações técnicas precisas que levam tempo para serem reunidas e analisadas. E por fim, ajudar a construir uma base de dados para identificar o perfil das queimadas em cada região, facilitando a construção de estratégias de combate às chamas.

O projeto está na fase final de confecção de três protótipos, que poderão ser usados em campo a partir do segundo semestre de 2021 e deverão custar menos de R$ 10 mil. O projeto custou, até agora, pouco mais de R$ 90 mil, arrecadados com uma empresa privada, por meio do Programa Prioritário em Bioeconomia (PPBio) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

A estimativa é que os testes dos primeiros protótipos devem ser realizados em Manaus, Brasília e no sul do Amazonas, principal foco de desmatamento no estado, que em 2020 atingiu o maior número de focos de queimadas em 22 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: Amazônia.org.br

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