Com mapa atualizado, Amazônia Legal reúne mais da metade do território brasileiro

Floresta está em nove estados e 772 municípios, com destaque para o Maranhão

Área da Amazônia Legal se espalha em mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, dos 8,5 milhões que formam o território nacional – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na semana que passou, o IBGE atualizou o mapa da chamada Amazônia Legal. Nem sempre conhecida, trata-se, no entanto, de uma área que concentra mais da metade (58,9%) do território nacional. Ou exatos 5.015.068,18 km², de um total de 8.510.295,914 km².

A região reúne nove estados e 772 municípios. Parte do Maranhão tem 181 municípios (sendo 21 parcialmente integrados) e 79,3% do território. Os demais são Acre (22 municípios), Amapá (16), Amazonas (62), Mato Grosso (141), Pará (144), Rondônia (52), Roraima (15) e Tocantins (139).

Integração regional

“No mapa constam as divisas estaduais, limites municipais e posições das sedes das cidades, informações que auxiliam a compreensão da dinâmica urbana e da infraestrutura logística de integração regional”, informa o instituto. Criada em 1953 (Lei 1.806, governo Getúlio Vargas), a Amazônia Legal define limites geopolíticos para efeito de planejamento social e econômico.

“As maiores mudanças em relação a 2019 foram em municípios internos à Amazônia Legal”, diz o cartógrafo Diogo Nunes, do IBGE. Não houve atualização na representação das fronteiras do Brasil ou mudanças nas divisas entre os estados que compõem a área. “Por exemplo, no Mato Grosso, o município de Várzea Grande teve mudanças em seu território, mas sem que isso alterasse a área total em questão”, observa o técnico.

Recorte territorial

Inicialmente, a Amazônia Legal compreendia os estados do Pará e Amazonas, os então territórios federais Acre, Amapá, Guaporé e Rio Branco e ainda parte de Mato Grosso, Goiás e Maranhão. Leis de 1966 e 1977 deram a atual configuração.

“A atualização do recorte territorial da Amazônia Legal serve como referência para a agregação de informações estatísticas e geocientíficas, contribuindo para a consolidação de uma base de informações de apoio ao planejamento regional e viabilizando o acompanhamento dos objetivos de redução das desigualdades sociais e regionais e de desenvolvimento sustentável”, diz o IBGE.

Fonte: Brasil de Fato