COP26: Painel debate transparência da produção agropecuária para cadeias livre de desmatamento

Governo do Pará apresenta plataforma Selo Verde para comunidade internacional 

Nesta segunda-feira (8), durante a COP26, ocorreu o painel  “Importância da transparência da produção agrícola, investimentos e comércio internacional livre de desmatamento no Brasil”, em Glasgow, Escócia. Entre os convidados para palestrar estava o governador do Pará, Helder Barbalho e o Secretário do Meio Ambiente do Pará, Mauro O’ de Almeida.

O Selo Verde, plataforma desenvolvida pelo Centro de Inteligência Territorial (CIT) da Universidade Federal de Minas Gerais, e colocada em prática no Estado do Pará, foi apresentada para a comunidade internacional, com o intuito de mostrar que o Estado está desenvolvendo soluções para reduzir o desmatamento e consequentemente a emissão de gases do efeito estufa.

Nos últimos dias o governo do Tocantins informou que tem estudado a possibilidade da criação do Selo Verde no Estado, durante seu discurso no painel, Mauro O’ de Almeida ressaltou que o Pará pretende “que esse selo se espalhe pelos outros estados e converse com iniciativas para complementá-lo, a ideia aqui não é cancelar ninguém, mas juntar todos os esforços, para que a gente possa encerrar esse debate de falta de rastreabilidade no país.”  

“O Pará não quer ser exclusivo, ele quer ser apenas o piloto para que haja resolução do problema, considerando que nós somos responsáveis por 40% do desmatamento do país”, afirma o secretário do Meio Ambiente do Pará.

No seu momento de fala o governador Helder Barbalho apresentou dados da pecuária no Pará para reverter a imagem de vilã do meio ambiente. “Pós código florestal, 80% das propriedades que estão no Cadastro Ambiental Rural (CAR) não traz qualquer registro de desmatamento, outro dado importante é que 70% das nossas propriedades (cerca de 178 mil propriedades) não têm déficit de reserva, isso nos traz a transparência de que majoritariamente a pecuária no estado do Pará não é a causadora dos problemas ambientais e do desmatamento.”

Fonte: Amazônia.org