Enchente desabriga 400 em Marabá

Segundo a Defesa Civil, famílias constroem refúgios por conta própria

O município de Marabá está elaborando um minucioso cadastro socioeconômico para saber as reais necessidades dos abrigados pela Prefeitura. Na manhã de ontem, o trabalho iniciou pela Feirinha na Velha Marabá, abrangendo em seguida os abrigos construídos na Folha 16 e 33, na Nova Marabá. Quinze servidores da Secretaria de Assistência Social (Seasp) estão encarregados de fazer o levantamento. Segundo Francisco Ribeiro Alves, um dos coordenadores da Defesa Civil, 110 famílias ocupam diversas áreas, incluindo abrigos oficiais, construídos por conta própria ou ocupando outros espaços, o que significa aproximadamente 400 pessoas desabrigadas ou desalojadas pela enchente.

De acordo com a Defesa Civil, muitas pessoas resistem em desocupar as áreas afetadas pela enchente, como os habitantes do bairro Santa Rosa, que preferem construir abrigos próximos de suas residências, se negando a serem deslocados para a Folha 16, onde existem 100 amparos construídos pela Secretaria de Obras e somente sete estão ocupados.

Segunda a prefeitura de Marabá, as pessoas que constroem refúgios por conta própria correm o risco de não receberem auxílio adequado pela Seasp, pois não constando no cadastro socioeconômico, podem ficar sem assistência alimentar, médica e outros benefícios que ajudam em diferentes situações. Uma declaração da Defesa Civil ou da Seasp poderá servir para comprovar saque do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço para reconstrução ou reforma de moradias.

Fonte: O Liberal

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