Estudo inédito busca mapear e catalogar tubarões e arraias na costa do Amapá

Pesquisadores estão levantando informações sobre peixes cartilaginosos na zona costeira.

Espécies foram coletados e levados para análise  — Foto: Iepa/Divulgação
Espécies foram coletados e levados para análise — Foto: Iepa/Divulgação

Cientistas do Instituto de Pesquisas do Amapá (Iepa) em parceria com o Instituto Chico Mendes da Preservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciaram estudos para realizar a primeira catalogação de peixes cartilaginosos da costa do estado. O objetivo é identificar as espécies de tubarões e arraias que habitam a região.

Para iniciar o levantamento, parte da equipe encarou uma viagem de 1 hora e meia de voadeira da costa até a Estação Ecológica de Maracá-Jipioca, no município de Amapá. Em função do período chuvoso, a o trajeto pelo mar teve ondas de quase 2 metros para chegar até a ilha.

Pesquisadora Cecile Gama fazendo coleta de uma arraia na estação ecológica — Foto: Iepa/Divulgação
Pesquisadora Cecile Gama fazendo coleta de uma arraia na estação ecológica — Foto: Iepa/Divulgação

A pesquisadora Cecile Gama, do Iepa, explica que com o estudo será possível mapear as espécies que vivem na área costeira, inclusive identificar se há exemplares nunca catalogados.

“É muito importante esse conhecimento, pois quase todo pescador que trabalha na nossa costa, quase todos eles já sofreram acidentes com arraias. E por esse tipo de peixe ter um baixo valor comercial, não são trazidos e nem registrados nos desembarques. Geralmente são mortos ou têm o rabo cortado”, detalhou.

Pesquisa aconteceu na Estação Ecológica Maracá-Jipioca — Foto: Iepa/Divulgação
Pesquisa aconteceu na Estação Ecológica Maracá-Jipioca — Foto: Iepa/Divulgação

As primeiras amostras coletadas serão identificadas e posteriormente classificadas para publicações científicas, que serão as primeiras a detalhas as espécies cartilaginosas que vivem na região costeira, classificada pela água barrenta e as margens com lama.

“Na nossa costa temos bastante arraias e tubarões de água salgada, mas não sabemos exatamente quais as espécies”, completou a pesquisadora.

Fonte: G1 Amapá

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