Geração de energia de Belo Monte será prejudicada por conta de aumento da vazão no Xingu

Segundo documento, por determinação do Ibama, a usina deverá operar com vazão três vezes maior que a original]

Usina Hidrelétrica Belo Monte fica localizada no rio Xingi, no Pará (Foto: Norte Energia)

Segundo documento visto pela agência de notícias Reuters, o Ibama determinou uma mudança provisória na vazão da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, por preocupações com os impactos ambientais e sobre as comunidades locais. A usina deverá aumentar o fluxo de água liberado para um trecho do rio Xingu em janeiro, o que afetará a geração de energia do empreendimento.

No ofício divulgado na última terça-feria (5), aponta que Belo Monte deverá operar em janeiro com vazão de 3.100 metros cúbicos por segundo no chamado “trecho de vazão reduzida” do rio Xingu, quase três vezes mais do que a vazão original definida, de 1.100 metros cúbicos por segundo. O diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Jônatas Trindade, conta a Reuters que o órgão prevê concluir até o final de janeiro avaliações sobre a necessidade de mudança na vazão nos demais meses de 2021.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão que gerencia o acionamento de usinas e linhas de transmissão para atendimento à demanda por energia, demonstrou preocupação com possíveis impactos negativos sobre a geração de energia da usina. O diretor-geral do órgão, Luiz Carlos Ciocchi, disse à Reuters que uma mudança na vazão da usina ao longo de 2021 exigiria o acionamento de mais termelétricas, com custo de operação maior, o que teria impacto sobre os consumidores de energia, com uma perda média de geração para a usina que poderia somar entre 17,4 mil e 21,18 mil megawatts médios, o suficiente para abastecer o Sudeste/Centro-Oeste por cerca de 15 dias.

*Com informações do jornal Folha de São Paulo

Fonte: Amazônia.org.br

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