Ibama autoriza contratação de brigadas temporárias para combate aos incêndios

Está prevista a contratação por até seis meses de 1.659 brigadistas para atuar no combate a incêndios florestais em 18 estados brasileiros

Nesta quinta-feira (13), o Ibama publicou a autorização para que seja realizada a contratação temporária de 1.659 brigadistas para o combate a incêndios florestais. As equipes serão alocadas de acordo com a seleção de áreas críticas feita pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) e os estados declarados em situação de emergência ambiental: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Tocantins.

As contratações foram autorizadas pelo Ministério da Economia no dia 3 de maio, através de portaria conjunta com o Ministério do Meio Ambiente. Conforme estabelecido, os profissionais podem ser contratados a partir de maio de 2021 com prazo de validade dos contratos de até seis meses. O próximo passo é a publicação de edital, através do qual será feita a seleção e contratação dos brigadistas, sob responsabilidade do Centro Especializado Prevfogo, que gerencia as atividades das brigadas.

Normalmente o Ibama costuma iniciar a contratação das equipes de brigadistas a partir de abril, para que os profissionais tenham tempo de desenvolver ações de prevenção como aceiros e a queima prescrita, que diminuem a chance de grandes incêndios durante a temporada seca. Em 2020, o edital para contratação dos brigadistas foi publicado apenas em junho, um atraso de dois meses visto como crítico por especialistas. A época seca começa em meados de maio, com variações de acordo com a região, e é especialmente perigosa nos biomas Amazônia e Cerrado, onde costumam ser registrados os maiores incêndios, principalmente nos meses de agosto e setembro. Após perder uma área do tamanho do estado do Rio de Janeiro em queimadas, o Pantanal também é alvo de preocupações este ano e organizações alertam que o fogo pode ser ainda mais severo em 2021.

*Foto em destaque por Vinícius Mendonça/Ibama

Por: Duda Menegassi
Fonte: O Eco