Investigações sobre a Operação Arquimedes revelam pressão de deputado e ameaça a fiscal

A Operação Arquimedes I e II, conduzidas pela Política Federal e MPF, sobre o comércio ilegal de madeira na Amazônia, identificou a participação de um deputado federal que agia para pressionar os órgãos de fiscalização.

Reportagem do jornal O Globo, aponta documentos que comprovam a existência de mensagens apreendidas do deputado federal Átila Lins (PP-AM) cobrando o ex-superintendente do Ibama no Amazonas José Barroso Leland, a reabertura de serrarias fechadas pelo órgão. Ao todo, 61 empresas são investigadas e pelo menos 22 pessoas já foram denunciadas. Leland é réu em dois processos da Operação Arquimedes: um por crimes contra a flora e outro por porte ilegal de arma, além de ser apontado pelo MPF como um dos principais participantes do esquema, encarregado de proteger empresários que vendiam madeira clandestina.

Os documentos também mostram que Hugo Ferreira Loss, fiscal que deu início à operação que desarticulou o esquema entre 2017 e 2019, foi alvo de ameaças pelo ex-superintendente do Ibama. Segundo as investigações, em 2017, o Ibama foi informado pela Polícia Federal sobre um carregamento de madeira supostamente ilegal prestes a ser embarcado em um porto de Manaus. A chefia do setor de fiscalização do Ibama em Brasília determinou que a equipe da qual Loss fazia parte, fosse ao local verificar a situação, e Leland contrariou a ordem e determinou que Loss e sua equipe deixassem o local.

Procurado, Leland enviou uma nota por meio de sua defesa. Na nota, nega envolvimento em qualquer crime investigado pela Operação Arquimedes.

Fonte: Amazônia.org.br

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