Manejo de jacarés: Atividade alternativa econômica para o setor primário no Amazonas

Estudos de potencial biológico realizados pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM) indicam que, o manejo sustentável de jacarés futuramente pode ser uma atividade alternativa econômica para o setor primário. E o Governo do Amazonas, por meio do Sistema Sepror vem incentivando inicialmente a atividade na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá em Fonte Boa (distante 678 quilômetros de Manaus).
De acordo com o biólogo do IDAM, Eduardo Moura, para que a atividade de manejo ganhe espaço no Estado é necessário investir em uma estrutura de abate e processamento de carne e pele de jacarés, assim, é possível oferecer um produto de qualidade e que atenda aos critérios higiênicos sanitários vigentes na lei (Instrução Normativa n.° 01/2011 Sepror/Codesav) para serem comercializados aos mercados regionais, nacionais e internacionais. “Hoje uma estrutura de abate iria beneficiar tanto a carne de jacaré como também a do pirarucu e outros pescados”, enfatizou.
Segundo Moura, o projeto piloto para manejo comercial de jacarés é desenvolvido no setor Panauã que está localizado dentro da área subsidiária da RDS-Mamirauá. Esse projeto envolve seis comunidades ribeirinhas e um total de 227 pescadores, que estão desde 2012 recebendo treinamentos sobre os princípios e técnicas aplicadas ao manejo participativo de jacarés. “Esses treinamentos envolvem a aprendizagem da utilização de recursos tecnológicos no zoneamento participativo comunitário, coleta de dados, técnica aplicada para levantamento noturno, procura de ninhos e captura de jacarés”, explicou o biólogo.
As perspectivas para o setor primário com relação ao produto é gerar fonte de renda para as famílias, inserir a carne de jacaré na culinária amazonense, contribuir com a permanência do homem no campo, agregar valor para atividade de pesca, uma vez que, segundo a nova legislação, o jacaré agora é considerado pesca e não mas caça. É importante ressaltar, que o projeto é pioneiro no Brasil visto que não se trabalha com o manejo de vida livre apenas em cativeiro.
Atividades – No mês de novembro, integrantes da Associação de Pescadores de Fonte Boa e setores anexos (Maiana, Solimões de Baixo, Solimões de Cima e Panauã) participaram de reunião sobre manejo de jacarés para fins comerciais. A mesma atividade foi realizada no mês de setembro para técnicos e colaboradores do IDAM local.
As atividades foram proferidas pelo biólogo do IDAM, Eduardo Moura, que incentivou a realização das etapas de manejo de forma padronizada e com a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para segurança do pescador.
Na ocasião, o instrutor explicou e orientou quanto às exigências da legislação Estadual referente à inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal e vegetal no Amazonas, que estabelece normas para o abate de jacarés oriundos de planos de manejo em Unidades de Conservação.
Fonte: Idam

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