Mapa vistoria reserva indígena para averiguar o risco de epidemia de ferrugem asiática

Equipes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estão desde quinta-feira (31) na reserva xavante de Marãiwatsédé para averiguar o risco de existir uma epidemia de ferrugem asiática.
De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), pelo menos mil hectares de plantação de soja podem já estar afetados com a doença – considerada uma praga entre os plantadores do grão.
Com a vistoria concluída, a Aprosoja e o Mapa pretendem elaborar um relatório para fundamentar o pedido à Fundação Nacional do Índio (Funai) – a responsável por monitorar todo o território – para autorizar a retirada da produção daquelas áreas.
A ferrugem reduz a produtividade da soja através da desfolha precoce da planta, ocasionando redução na produção.
Com a retirada dos produtores rurais da área, despejados em conformidade à decisão judicial da Justiça Federal – mantida pelo Supremo Tribunal Federal -, as terras ficaram abandonadas e sem passar, recentemente, por qualquer tipo de manutenção.
Por conta disso, caso surja algum foco da doença a chance dela se propagar rapidamente é alta.
Conforme a Aprosoja, em áreas de Mato Grosso onde não houve controle da ferrugem, constatou-se a existência de uma infestação entre 60% a 70% das folhas. Outro fator que traz preocupação aos produtores é a chuva – elemento favorável à disseminação da doença.
O início da retirada dos produtores da área, que fica localizada entre os municípios de Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia, deu-se no começo de dezembro do ano passado. O território possui ao todo 165 mil hectares.
As terras eram alvo de disputa entre indígenas e produtores há 17 anos.
Fonte: Diário de Cuaiabá

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