#MarcoTemporalNão: entenda por que não tem ‘muita terra para pouco índio’ no Brasil

Dados comprovam que a maioria das terras brasileiras está nas mãos do latifúndio; terras indígenas na Amazônia são escudo contra desmatamento e reservatórios de CO2

Com o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Marco Temporal, marcado para começar nesta quarta-feira (25/8), ruralistas investiram novamente na disseminação da falsa tese de que “há muita terra para pouco índio” no Brasil.

Conforme apontam dados oficiais compilados pelo Instituto Socioambiental (ISA) e reunidos em memorial anexado aos autos do Recurso Extraordinário 1.017.365, julgamento que trata das demarcações de terras e teve repercussão geral reconhecida pela Corte, indígenas ocupam pouco mais de 13% das terras brasileiras.

O latifúndio, por sua vez, domina 20% do território nacional. Além disso, 22% do país é formado por pasto — e metade disso tem algum grau de degradação, ou seja, com uso pouco produtivo. No Mato Grosso do Sul, um dos estados campeões em conflitos por terras indígenas, propriedades rurais se espalham por 86% do território, enquanto indígenas têm demarcados 2,4% de terras. Em Goiás, os povos originários têm direito a somente 0,1% dos mais de 340 mil km2 do estado.

Os números demonstram que as terras indígenas são essenciais para a preservação do meio ambiente, pois funcionam como escudos contra o desmatamento e são reservatórios naturais de CO2. Noventa e oito por cento delas estão preservadas e, na Amazônia, armazenam mais de 30% do total de CO2 no país, essencial para o equilíbrio climático.

Confira abaixo essas e outras informações:

Fonte: ISA