Meio século de Amazônia: Severiano Mário Porto completa 86 anos com legado arquitetônico

Além das obras em si, o arquiteto mineiro que viveu em Manaus ajudou a definir ideias e valores de uma estética que primava pelo uso da matéria-prima regional, mas sem abdicar das possibilidades de uni-las às novas tecnologias e materiais

O arquiteto Severiano Mário Porto completou 86 anos na última sexta-feira
O arquiteto Severiano Mário Porto completou 86 anos na última sexta-feira (Ricardo Oliveira/ Agência AC)

Corria o ano da graça de 1966 quando o arquiteto mineiro Severiano Mário Porto reuniu a família, que morava no Rio de Janeiro, e solenemente anunciou: “Vamos morar na selva!”. E desse modo transferiu o escritório dele para Manaus e assumiu pelas quatro décadas seguintes um protagonismo único na arquitetura nacional, estando hoje para a Amazônia como Niemeyer está para o Brasil e Le Corbusier para o mundo.

Da mente, grávida e inebriada de Amazônia, de Severiano surgiu de tudo um pouco: casas, igrejas, centro de pesquisas, lojas, bancos, parque aquático, universidade, hotéis, estádios e até reservatórios de água, que por acaso foram os mais baratos e os melhores já construídos neste Estado.

Atualmente vivendo em Niterói, no Rio de Janeiro, o arquiteto completou 86 anos na última sexta-feira, mas suas obras e ideias ainda têm forte apelo estético e ambiental. E é esse legado de Severiano Mário Porto que o jornal A CRÍTICA deste domingo traz na edição temática do caderno Cidades, com reportagens que retratam as influências e histórias por trás de cada traço desse mineiro, que ficou conhecido como o “arquiteto da Amazônia”. Para saber mais sobre a história dele e, também, de Manaus, procure seu jornaleiro ou a banca mais próxima e garanta sua edição!

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